DO REPÓRTERMT
O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), teria praticado um esquema de “rachadinha” envolvendo servidores temporários do Legislativo, segundo relato prestado ao Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A suspeita aparece em um relatório que integra a investigação da Operação Cathedra Venalis, deflagrada na terça-feira (20).
“O denunciante relata ainda que Wanderley teria praticado esquema de ‘rachadinha’ envolvendo servidores temporários da Casa Legislativa”, registra o documento.
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A testemunha que prestou o depoimento solicitou a preservação de sua identidade. A suspeita foi registrada no tópico “Da suposta prática de ‘rachadinha’ e perseguição administrativa”.
O termo “rachadinha” é usado para descrever a cobrança de parte dos salários de servidores públicos. No caso citado no relatório, o trecho não identifica os trabalhadores envolvidos, os valores ou percentuais supostamente exigidos, nem o período em que a prática teria ocorrido.
Em outra parte do depoimento, a testemunha descreveu uma articulação para garantir apoio à eleição e à reeleição da Mesa Diretora da Câmara. Segundo essa narrativa, Wanderley seria a figura central do grupo, que utilizaria pagamentos mensais e a disponibilização de cargos para obter apoio de vereadores.
A Operação Cathedra Venalis foi deflagrada para cumprir 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Conforme o Ministério Público, a investigação envolve 13 vereadores de Várzea Grande e dois da Capital e apura possíveis crimes contra a administração pública.
Ao comentar a operação, Wanderley confirmou que houve buscas em seu escritório e afirmou desconhecer o conteúdo da investigação, conforme publicado pelo RepórterMT.
“Eu desconheço a operação e eu acho muito estranho”, declarou.



















