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Lula e Flávio concordaram com a abertura de dados financeiros e telefônicos; pedido aguarda análise de André Mendonça no TSE.
DO REPÓRTERMT
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fecharam, nesta quinta-feira (22), um acordo para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos à Presidência. O entendimento amplia o alcance da divulgação para familiares, empresas e pessoas próximas aos presidenciáveis. A efetivação da medida depende da análise do ministro André Mendonça, relator do pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A petição assinada pelas equipes estabelece que a abertura “será imediata, total, nas condições aceitas por ambos, e simultânea para os dois candidatos”. Segundo reportagem do Metrópoles, o compromisso prevê a divulgação ainda nesta quinta-feira. O prazo anunciado pela campanha de Flávio vai até as 23h59.
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Do lado de Lula, as exigências apresentadas pelo adversário incluem informações do Instituto Lula, da empresa L.I.L.S. Palestras e de negócios ligados a familiares. Também foram pedidos dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente.
A lista alcança ainda despesas do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, agendas institucionais da primeira-dama Janja e registros de acesso ao Palácio do Planalto, incluindo informações sobre o encontro de Lula com o banqueiro Daniel Vorcaro em dezembro de 2024.
A proposta inicial de Lula, por sua vez, condicionava a abertura dos próprios dados à divulgação de informações de Flávio, da esposa, dos pais e dos irmãos do senador, além de empresas relacionadas ao candidato. O requerimento original abrangia os últimos oito anos.
Um dos pontos de impasse foi a inclusão da Alcazar Holdings, do advogado Willer Tomaz. A empresa apresentou ao TSE autorização para abrir o sigilo de suas contas, mas negou que Flávio seja ou tenha sido sócio, administrador ou beneficiário da companhia.
Apesar do acordo, a defesa do candidato do PL afirmou que verificará se Lula cumpriu todas as exigências antes de disponibilizar os documentos do senador. A conferência ficará a cargo do ex-procurador Deltan Dallagnol. “Se eles trouxerem tudo, a gente traz”, declarou a advogada Maria Claudia Bucchianeri.
A assinatura do compromisso não significa que os sigilos já tenham sido abertos. A divulgação continua sujeita às providências judiciais e ao cumprimento das condições apresentadas pelas campanhas, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25).


















