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22 de Outubro de 2026

22 de Outubro de 2026, 11h:30 - A | A

CONEXÃO PODER / AVALANCHE POLÍTICA

Medeiros vê impeachment de ministros do STF como inevitável: “Não vai ter acordão”

Na avaliação de Medeiros, os senadores que fizeram campanha defendendo o afastamento de ministros terão de responder aos próprios eleitores.

Conexão Poder

“O pessoal fala: ‘Ah, vai ter acordão, vai ter não sei o quê’. Não vai, não vai ter acordão”, declarou.

“O pessoal fala: ‘Ah, vai ter acordão, vai ter não sei o quê’. Não vai, não vai ter acordão”, declarou.

DO REPÓRTERMT



O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, José Medeiros (PL), afirmou que o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é um caminho sem volta e que os novos integrantes do Senado não aceitarão acordos para abandonar a pauta. Em entrevista ao Conexão Poder, ele sustentou que o movimento deve avançar mesmo se o presidente Lula (PT) conseguir se reeleger.

“O pessoal fala: ‘Ah, vai ter acordão, vai ter não sei o quê’. Não vai, não vai ter acordão”, declarou.

Na avaliação de Medeiros, os senadores que fizeram campanha defendendo o afastamento de ministros terão de responder aos próprios eleitores. Por isso, eventuais negociações entre lideranças não seriam suficientes para conter a pressão dentro da Casa.

“Podem fazer quantos acordão for por cima, mas tem uma galera ali de senadores que não aceita outra coisa”, afirmou.

O parlamentar citou a própria campanha como exemplo do compromisso assumido com essa bandeira. “Eu fiz minha campanha dizendo: ‘Olha, Flávio no Planalto e Alexandre na cadeia’. É o meu eleitor que não vai aceitar isso”, disse, ao rejeitar um recuo.

Questionado sobre a força desse grupo caso Flávio Bolsonaro (PL) não vença a disputa presidencial, Medeiros manteve a previsão de que haverá impeachment mesmo sem um aliado no Palácio do Planalto.

“Eu acho que mesmo com Lula eleito vai ter impeachment do ministro”, respondeu.

O senador eleito também afirmou que o grupo favorável à pauta cresceu em relação à composição anterior do Senado. Segundo sua estimativa, o bloco passou de, no máximo, 36 integrantes para 50.

Ao final, voltou a sustentar que uma eventual vitória de Lula não seria suficiente para frear o movimento. Na avaliação dele, “ia ser muito difícil segurar”.




Veja o vídeo:

 

Assista a entrevista na íntegra:

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