KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O maior hospital veterinário exclusivo para animais silvestres das Américas fica em Cuiabá e falta pouco para começar a funcionar. Localizado no Centro Político Administrativo (CPA), o Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) tem mais de 4 mil metros quadrados e aguarda apenas a chegada de equipamentos e mobiliário para iniciar os atendimentos.
O
foi até a unidade para conhecer as instalações e conversar com o diretor do Cetras, Éder Toledo, que explicou como será o funcionamento do hospital. O local receberá animais resgatados pelas forças de segurança, pelo Corpo de Bombeiros e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), além daqueles apreendidos durante fiscalizações e os demais que forem entregues voluntariamente.
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“Se for o caso de um animal que esteja em urgência clínica veterinária, a gente faz o atendimento no hospital veterinário. E depois disso, ele é mantido nos nossos recintos para poder fazer a manutenção desses animais, o tratamento e a reabilitação dele”, explicou o diretor.
A estrutura foi planejada para centralizar diferentes procedimentos veterinários, como consultas, exames, cirurgias e cuidados necessários para a recuperação dos animais. A capacidade física estimada é de até 5 mil animais, mas o número efetivo de atendimentos vai depender das espécies recebidas e da complexidade de cada caso.
Tonico Pinheiro/Secom – MT
Imagem aérea do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras).
Quais animais serão atendidos no hospital?
Entre os animais que poderão passar pelo hospital estão aves silvestres, como papagaios, araras e periquitos, além de mamíferos, como antas e capivaras, e outros representantes da fauna nativa. O atendimento é exclusivo para animais silvestres, portanto, cães, gatos e animais de produção, como cavalos e bois, não serão recebidos na unidade.
Após o atendimento veterinário, os animais serão encaminhados aos recintos do Cetras, onde poderão permanecer durante o tratamento e o processo de reabilitação. A prioridade, conforme o diretor, será devolver cada espécie à natureza quando houver condições adequadas para a soltura.
Em alguns casos, porém, lesões permanentes ou outras limitações podem impedir o retorno ao habitat natural. Quando isso acontecer, a equipe tentará encaminhar os animais para empreendimentos autorizados, como zoológicos, centros conservacionistas e criadouros. Se não houver possibilidade de destinação, eles poderão permanecer nos recintos de manutenção do Cetras pelo resto da vida.
RepórterMT
Um dos espaços de acolhimento do Cetras, em Cuiabá.
O que fazer ao encontrar um animal silvestre ferido?
A orientação do diretor do Cetras é que quem encontrar uma arara com a asa quebrada, um animal atropelado ou outro exemplar silvestre ferido não tente capturá-lo ou manipulá-lo por conta própria. Isso porque, além do risco de ferimentos para a pessoa, uma tentativa inadequada de contenção pode agravar a condição do animal e dificultar o tratamento.
A instrução é acionar os órgãos responsáveis pelo resgate, como o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental ou a própria Sema. A recomendação também é manter distância e aguardar as orientações dos profissionais capacitados para realizar o manejo com segurança.
Tonico Pinheiro/Secom – MT
Espaços possuem variações de tamanho para atender aos diferentes tipos de animais e manejos.
Quando os atendimentos começam?
Embora a construção tenha sido concluída no fim de setembro, o hospital ainda passa pela etapa de aquisição dos equipamentos e do mobiliário necessários ao funcionamento. Segundo Toledo, a expectativa é receber os materiais até o fim de novembro e realizar a inauguração entre o fim de novembro e o começo de dezembro deste ano.
Com a abertura, o Estado pretende concentrar em um único espaço os atendimentos que antes dependiam de clínicas veterinárias credenciadas, ampliando a estrutura disponível para cuidar da fauna silvestre de Mato Grosso.
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