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20 de Outubro de 2026

20 de Outubro de 2026, 17h:29 - A | A

POLÍCIA / CHEFE DE FACÇÃO

Após ser capturada na Bolívia, Angeliquinha retorna a MT e ficará presa na mesma penitenciária de onde fugiu; veja vídeo

Condenada a mais de 260 anos de prisão, investigada foi capturada na Bolívia após fugir de presídio em Cuiabá.

Montagem/RepórterMT

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, fugiu de presídio em Cuiabá e foi capturada na Bolívia.

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, fugiu de presídio em Cuiabá e foi capturada na Bolívia.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças de uma facção que atua no extremo norte de Mato Grosso, foi transferida hoje (20) de Corumbá (MS) para Cuiabá, onde permanecerá na penitenciária feminina da Capital. Após ser capturada na Bolívia, ela retornou ao sistema penitenciário mato-grossense e deverá cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), conforme determinação judicial.

A transferência foi realizada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol), com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), e foi encaminhada à Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

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A inclusão no RDD foi determinada pela 5ª Vara Criminal de Sinop, pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada. A medida foi solicitada pela Polícia Civil no âmbito das investigações da Operação Showdown.

Segundo os elementos apresentados no processo, há suspeitas de que Angeliquinha continuou exercendo funções de liderança na organização criminosa mesmo enquanto estava foragida no exterior. O regime prevê condições especiais de custódia e restrições específicas, conforme a legislação.

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Prisão
Angeliquinha foi capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, durante uma ação integrada entre as polícias Civil de Mato Grosso e Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Dois dias após a captura, em 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente ao presídio feminino de Corumbá, onde permaneceu até a transferência para Mato Grosso.

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A investigada acumula condenações que ultrapassam 260 anos de prisão e possui mandados expedidos em diferentes ações penais e investigações. Conforme a Polícia Civil, ela é apontada como uma das principais lideranças de uma facção criminosa com atuação em Alta Floresta e municípios da região, no extremo norte do estado.

As investigações atribuem a ela envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas. Em setembro, o delegado titular da Draco, Victor Hugo Caetano de Freitas, afirmou que Angeliquinha seria responsável por ordenar cerca de 80% dos homicídios praticados pela facção em Alta Floresta e cidades vizinhas.

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Movimentação de R$ 20 milhões
Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para investigar o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas a Angeliquinha e auxiliar na lavagem de dinheiro.

Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, entre mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.

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As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. Segundo a Polícia Civil, os valores eram incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, e empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência legal a recursos de origem criminosa.

Veja vídeo:

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