Cuiabá, 20 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
20 de Outubro de 2026

20 de Outubro de 2026, 15h:43 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO NO PARQUE CUIABÁ

Irmã de empresária morta pelo marido com enforca-gato quer pena de 40 anos: “Eu acredito”; veja vídeo

Nilcirene, irmã de Nilza Moura de Souza, afirma que espera uma condenação de 40 anos ou mais para Jackson Pinto da Silva, julgado nesta terça-feira (20), em Cuiabá.

RepórterMT

Nilza, de 64 anos, foi assassinada e enterrada no quintal de casa pelo próprio marido, Jackson, de 38 anos.

Nilza, de 64 anos, foi assassinada e enterrada no quintal de casa pelo próprio marido, Jackson, de 38 anos.

KARINE ARRUDA, VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A família da empresária Nilza Moura de Souza, de 64 anos, espera que Jackson Pinto da Silva, 38, seja condenado a pelo menos 40 anos de prisão pelo assassinato da vítima, cometido com um “enforca-gato” no dia 4 de maio deste ano, na casa do casal, no bairro Parque Cuiabá, na Capital. O julgamento do réu começou no início da tarde de hoje (20), no Fórum de Cuiabá, onde ele é julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.

A irmã da vítima, Nilcirene, afirmou que a família espera uma condenação rigorosa diante da violência do crime e das tentativas de Jackson de despistar as investigações.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Não vai trazer ela de volta, mas nós queremos justiça por ela, porque ele foi muito covarde com o que ele fez”, declarou.

Leia mais - Homem que matou empresária com "enforca-gato" e enterrou no quintal em Cuiabá pode pegar até 63 anos de cadeia

Ao falar sobre a expectativa de pena em entrevista ao VGN, Nilcirene afirmou acreditar que a condenação pode ultrapassar os 40 anos, considerando todos os crimes atribuídos ao réu.

“Eu tenho acima de 40 anos, eu acredito, pelo feminicídio, pelas ocultações de cadáver, pelos outros crimes que foram cometidos, do falso, falsa informação de crime que ele contratou os sequestradores pra fingir que estavam com ela, mas os caras estavam em outro estado, e mentindo, dizendo que já tinham jogado o corpo dela no Trevo do Lagarto”, disse.

Leia mais - Justiça dá mais quatro meses para Polícia Civil investigar se marido teve ajuda para matar empresária

Questionada se uma pena dessa dimensão traria algum alívio à família, ela afirmou que, embora a condenação não possa devolver a vida da irmã, representaria uma forma de justiça.

“Não vai trazer a vida dela de volta, mas mais ou menos uma justiça. A gente vai ficar muito grata, e eu confio no Ministério Público e na assistente de acusação que nós temos, que vai conseguir”, afirmou.

Veja vídeo:

Assassinato
O crime ocorreu em 4 de maio deste ano, no bairro Parque Cuiabá. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Jackson matou a própria esposa enquanto ela dormia, utilizando uma abraçadeira plástica conhecida como “enforca-gato” para asfixiá-la.

Após o feminicídio, ele levou o corpo para outro imóvel pertencente à vítima, também no Parque Cuiabá, e o enterrou em uma vala aberta com o auxílio de uma máquina. Conforme a acusação, o serviço foi contratado sob o pretexto de construir uma fossa.

Leia mais - Empresária foi morta enquanto dormia, diz MP; Justiça torna réu homem que cavou a cova da esposa

As investigações também apontaram que o crime teria sido motivado por interesse no patrimônio da empresária. Segundo o Ministério Público, Jackson transferiu R$ 18 mil do cartão de crédito da esposa para a própria conta após o assassinato.

Para tentar esconder o crime, ele ainda teria retirado o equipamento de gravação das câmeras de segurança e utilizado o celular da vítima para simular um sequestro, com mensagens que indicavam que ela estaria desaparecida e exigiam dinheiro pelo suposto resgate.

Montagem/RepórterMT

Jackson Pinto da Silva e Nilza Moura de Sousa Antunes

Nilza foi assassinada pelo marido Jackson e enterrada no quintal de casa no bairro Parque CUiabá.

Jackson chegou a procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da mulher, mas apresentou contradições durante os depoimentos. Posteriormente, confessou o assassinato e indicou onde havia enterrado o corpo.

Preso preventivamente desde 6 de maio, ele responde pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Somadas as penas máximas previstas para os delitos e a causa de aumento apontada pela acusação, a condenação pode ultrapassar 60 anos. O limite máximo de cumprimento de pena privativa de liberdade no Brasil, porém, é de 40 anos.

Leia mais - Áudio expõe frieza de marido ao contratar máquina para cavar cova de empresária: “É para botar uma manilha”; ouça

Comente esta notícia