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O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou que vai solicitar informações ao Gaeco para avaliar possíveis providências internas no Legislativo
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O vice-presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Bruno Rios (PL), afirmou hoje (20) que vai solicitar informações ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a Operação Cathedra Venalis, que mirou 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá para investigar suspeitas de corrupção envolvendo parlamentares e servidores públicos. A intenção é obter elementos que permitam avaliar a adoção de providências internas no Legislativo municipal.
“Vou solicitar ao Gaeco algumas informações inerentes, até porque eles têm essas informações, para que a gente possa tomar providências”, declarou o vereador.
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Bruno Rios disse que, até o momento, só soube de informações sobre as investigações pela imprensa e não teve acesso a nenhum documento.
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Deflagrada nesta terça-feira, a Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de pagamento de vantagens indevidas a vereadores em troca de apoio político na disputa pela Mesa Diretora da Câmara. A apuração também envolve possíveis repasses periódicos que teriam como finalidade manter agentes públicos em silêncio diante de supostas irregularidades no Legislativo.
As suspeitas tiveram origem em uma denúncia anônima protocolada no Gaeco em maio. O documento relatava a suposta criação de um “quartel-general” para garantir o resultado da eleição da Mesa Diretora.
Conforme a denúncia encaminhada ao Ministério Público, a articulação seria liderada pelo atual presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB). O relato apontava que 12 vereadores teriam sido mantidos em regime de confinamento, sob escolta de policiais à paisana, em uma chácara localizada no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá.
A propriedade pertence ao vereador Dr. Miguel (Cidadania). Ainda segundo a denúncia, os parlamentares permaneceriam no local até a data da sessão que definiria o comando do Legislativo. O documento também mencionava a suposta circulação de um grande volume de dinheiro em espécie, que seria destinado à compra de votos.
Eleição da Mesa Diretora
Wanderley Cerqueira foi reconduzido à presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande em 14 de maio deste ano. Posteriormente, a eleição foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com fundamento no princípio da anterioridade, que estabelece limites para a realização antecipada de eleições das Mesas Diretoras do Poder Legislativo.
Agora, Bruno Rios cobra a realização de uma nova eleição e alega que o grupo liderado pelo vereador Lucas do Chapéu do Sol (PL) reúne apoio suficiente para vencer a disputa.
O vice-presidente da Câmara acusou Wanderley Cerqueira de criar dificuldades para que o novo pleito seja realizado.
Veja os alvos da Operação Cathedra Venalis:
Vereadores de Várzea Grande
- Wanderley Cerqueira (MDB), presidente da Câmara;
- Gisa Barros (Podemos);
- Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do DAE-VG e suplente;
- Cilço da Cruz (PV);
- Braz Jaciro (PSDB);
- Alessandro Moreira (MDB), também identificado como Alecsand;
- Wender Madureira (Republicanos);
- Sargento Galibert (PSB);
- Dr. Miguel (Cidadania);
- Lucélia Oliveira (Agir);
- Kleberton Feitoza (PSB);
- Raul Curvo (Republicanos);
- Enfermeiro Emerson (PP).
Vereadores de Cuiabá
- Alex Rodrigues (Podemos);
- Ilde Taques (Podemos).
Servidores de Várzea Grande
- Lorineide, diretora financeira da Câmara;
- Samir Katumata (PL), secretário legislativo e suplente.
Veja vídeo:


















