ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Uma denúncia protocolada no Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) aponta o funcionamento de um suposto "quartel-general" da corrupção montado para garantir o resultado da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O procedimento foi recebido pelo órgão hoje (13) e está sob sigilo.
Segundo o documento ao qual o
teve acesso, uma suposta organização criminosa, liderada pelo presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), estaria mantendo 12 vereadores em regime de "confinamento" em uma chácara no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, para garantir a vitória na eleição da Mesa Diretora marcada para ocorrer nesta quinta-feira (14).
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De acordo com o relato enviado ao Ministério Público, o grupo teria transformado a propriedade do vereador Dr. Miguel (Cidadania) em um quartel-general. "Estão confinados neste momento em uma chácara (...) onde estão sob escolta aguardando a data e hora da sessão", afirma trecho da denúncia.
O texto aponta a presença de policiais à paisana e "grande número de valores em espécie de dinheiro que está sendo utilizado para compra de votos".
A denúncia, no entanto, aponta que o objetivo vai além da presidência. A meta seria forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) para que o grupo assuma o controle total do município. O foco central é o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Segundo o documento, já existe um “pré-acordo de acertos e propinas” envolvendo a bilionária privatização da autarquia.
“O objetivo central é a permanência a qualquer custo no poder (...) para assim continuar praticando crimes. O plano é forçar a cassação da prefeita municipal, para assim assumirem o controle do município a fim de terem acesso à privatização do DAE”, diz a denúncia.
Além de Wanderley Cerqueira, a denúncia cita nominalmente o "time" que estaria operando o esquema: Cilsinho (Republicanos), Braz Jaciro (PSDB), Alessandro Moreira (MDB), Wender Madureira (Republicanos), Sargento Galibert (PSB), Dr. Miguel (Cidadania), Lucelia Oliveira (Agir), Gisa Barros (PSB), Kleberton Feitoza (PSB), Raul Curvo (Republicanos) e Enfermeiro Emerson (PP).
O documento menciona ainda áudios vazados onde o presidente Vanderley "se intitula como bandido, afirmando que anda armado demonstrando sua índole inidônea".
O outro lado
A reportagem procurou a assessoria de imprensa da Câmara Municipal para tratar do teor da denúncia e das graves acusações. Em resposta, a assessoria informou que não tinha conhecimento de qualquer denúncia.
O presidente da Casa, Wanderley Cerqueira, também foi procurado diretamente por meio de ligações e mensagens de texto. No entanto, o parlamentar não atendeu aos chamados e nem retornou os contatos até o fechamento desta edição.
A reportagem buscou contato individual com todos os vereadores citados na denúncia.
O vereador Dr. Miguel Junior, apontado como proprietário da chácara, negou as acusações. "Desconheço qualquer organização criminosa, suposto uso de dinheiro em espécie. Nunca tive e não tenho nenhum plano de cassação", afirmou.
O vereador Sargento Galibert também se manifestou de forma breve, declarando: "Agradeço. Desconheço toda essa situação".
A vereadora Lucélia Oliveira afirmou: "Recebo com tranquilidade qualquer investigação, pois tenho minhas mãos limpas e uma trajetória de conduta ilibada perante a sociedade, desde antes da vida pública até os dias atuais. O que tenho a oferecer é o meu voto, minha transparência e minha consciência tranquila".
Até a publicação desta matéria nenhum outro parlamentares retornou aos questionamentos ou enviou posicionamento sobre as graves acusações. O espaço permanece aberto para futuras manifestações.




















Silvio 14/05/2026
Sou amigo pessoal da vereadora Lucélia, conheço muito antes de ser vereadora por vg; e sou testemunha da sua índole e conduta, que continua sendo amesma integra e muito cristã defendendo os valores da família e da fé em Deus. Se ela se posicionou ao lado de Wanderley não foi por propina ou troca de interesses, mas por posicionamento ao lado do povo varzeagrandence, por ser a melhor escolha para essa cidade. É injusto tais acusações contra a vereadora Lucélia pois sou testemunha do seu caráter, amor e trabalho por essa cidade.
Rubinho da VG 14/05/2026
A Vereadora Lucélia é uma parlamentar honrada com ética e moral, uma mulher simples que chegou ao Legislativo de Várzea Grande de forma humilde , entretanto a mesma continua vivendo sua vida de forma simples em bairro humilde da Região do Cristo Rei e andando de carro popular usado. Parabéns Lucélia pela suas palavras pois quem não deve não há o que temer. Uma Vereadora com trabalho em prol do Social e dos menos favorecidos do município e que não recebeu o pacuzinho para votar no candidato imoral da chapa 2.
2 comentários