Cuiabá, 20 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
20 de Outubro de 2026

20 de Outubro de 2026, 10h:13 - A | A

POLÍTICA / ALVO DE OPERAÇÃO

Ilde nega irregularidades e diz que participou apenas de almoço com vereadores de VG; vídeo

Parlamentar afirma que teve apenas o celular apreendido e nega ter participado de articulações para a eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande.

RepórterMT

Ilde nega que tenha participado de qualquer articulação política relacionada à disputa da Mesa Diretora de VG

Ilde nega que tenha participado de qualquer articulação política relacionada à disputa da Mesa Diretora de VG

EDUARDA FERNANDES
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O vereador por Cuiabá Ilde Taques negou, hoje (20), ter cometido qualquer irregularidade relacionada à Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Alvo de mandado de busca e apreensão, o parlamentar afirmou que teve apenas o celular recolhido pelos investigadores e que sua ligação com vereadores de Várzea Grande se resume à participação em um almoço de confraternização.

“Não foi apreendido nada ilegal, nem na abordagem, nem na minha casa. Apenas participamos de um almoço, eu e o vereador Alex. Se tivesse me convidado, iria de novo, porque me convidou um amigo meu. Era uma confraternização entre vereadores”, declarou à imprensa.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Ilde confirmou que esteve no encontro realizado em uma chácara, antes da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, mas negou que tenha participado de qualquer articulação política relacionada à disputa.

Leia mais - Alex diz que foi alvo do Gaeco por conta de almoço com vereadores de VG e nega irregularidades: “Lugar errado, na hora errada”

Segundo ele, o convite foi feito por um amigo e sua permanência no local durou menos de duas horas. “Não foi falado nada de articulação lá, não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu não participei. Fui apenas convidado para um almoço, ainda fui de última hora”, afirmou.

O vereador também foi questionado sobre uma abordagem policial realizada pela Rotam após o encontro, ocasião em que, segundo informações mencionadas durante a entrevista, teria sido encontrada uma quantia em dinheiro no veículo.

Ao ser perguntado repetidas vezes se havia dinheiro no carro, Ilde inicialmente afirmou que nada ilegal havia sido apreendido. Diante da insistência dos jornalistas, respondeu “não”, mas voltou a ressaltar que não houve apreensão de material ilícito. “Não foi apreendido nada ilegal, nem no meu carro”, declarou.

Sobre o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, o parlamentar afirmou que recebeu os agentes e colaborou com o procedimento.

“Recebi as autoridades. É importante falar que eu respeito o trabalho da segurança, das autoridades. Levaram apenas o meu celular”, disse.

Leia mais - Gaeco mira 15 vereadores de Cuiabá e VG por suspeita de corrupção; veja quem seriam os alvos

Investigação

Ilde Taques e Alex Rodrigues estão entre os dois vereadores de Cuiabá investigados na Operação Cathedra Venalis, que também tem 13 parlamentares de Várzea Grande entre os alvos.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a operação apura suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e possível atuação de uma organização criminosa envolvendo irregularidades na administração pública municipal, com foco na Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Ao todo, foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, em uma ação que mobilizou mais de 200 policiais.

Leia mais - Sessão na Câmara de Cuiabá é suspensa em meio à operação do Gaeco

Comente esta notícia