RepórterMT

Ilde nega que tenha participado de qualquer articulação política relacionada à disputa da Mesa Diretora de VG
EDUARDA FERNANDES
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O vereador por Cuiabá Ilde Taques negou, hoje (20), ter cometido qualquer irregularidade relacionada à Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Alvo de mandado de busca e apreensão, o parlamentar afirmou que teve apenas o celular recolhido pelos investigadores e que sua ligação com vereadores de Várzea Grande se resume à participação em um almoço de confraternização.
“Não foi apreendido nada ilegal, nem na abordagem, nem na minha casa. Apenas participamos de um almoço, eu e o vereador Alex. Se tivesse me convidado, iria de novo, porque me convidou um amigo meu. Era uma confraternização entre vereadores”, declarou à imprensa.
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Ilde confirmou que esteve no encontro realizado em uma chácara, antes da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, mas negou que tenha participado de qualquer articulação política relacionada à disputa.
Segundo ele, o convite foi feito por um amigo e sua permanência no local durou menos de duas horas. “Não foi falado nada de articulação lá, não foi falado nada da eleição da Câmara. Eu não participei. Fui apenas convidado para um almoço, ainda fui de última hora”, afirmou.
O vereador também foi questionado sobre uma abordagem policial realizada pela Rotam após o encontro, ocasião em que, segundo informações mencionadas durante a entrevista, teria sido encontrada uma quantia em dinheiro no veículo.
Ao ser perguntado repetidas vezes se havia dinheiro no carro, Ilde inicialmente afirmou que nada ilegal havia sido apreendido. Diante da insistência dos jornalistas, respondeu “não”, mas voltou a ressaltar que não houve apreensão de material ilícito. “Não foi apreendido nada ilegal, nem no meu carro”, declarou.
Sobre o cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, o parlamentar afirmou que recebeu os agentes e colaborou com o procedimento.
“Recebi as autoridades. É importante falar que eu respeito o trabalho da segurança, das autoridades. Levaram apenas o meu celular”, disse.
Investigação
Ilde Taques e Alex Rodrigues estão entre os dois vereadores de Cuiabá investigados na Operação Cathedra Venalis, que também tem 13 parlamentares de Várzea Grande entre os alvos.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a operação apura suspeitas de corrupção, cooptação de agentes públicos e possível atuação de uma organização criminosa envolvendo irregularidades na administração pública municipal, com foco na Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.
Ao todo, foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, em uma ação que mobilizou mais de 200 policiais.
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