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20 de Outubro de 2026

20 de Outubro de 2026, 09h:39 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO CATHEDRA VENALIS

Alex diz que foi alvo do Gaeco por conta de almoço com vereadores de VG e nega irregularidades: “Lugar errado, na hora errada”

Vereador afirma que participou de confraternização na chácara de Miguelzinho, um dia antes da eleição da Mesa Diretora, e nega envolvimento nas suspeitas de corrupção.

Reprodução

Segundo ele, o encontro foi apenas uma confraternização entre amigos

Segundo ele, o encontro foi apenas uma confraternização entre amigos

EDUARDA FERNANDES
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O vereador por Cuiabá Alex Rodrigues afirmou, hoje (20), que acredita ter se tornado alvo da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), por ter participado de um almoço com vereadores de Várzea Grande, na véspera da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. Segundo ele, o encontro foi apenas uma confraternização entre amigos e não houve qualquer negociação política da qual tenha participado.

“Acredito que eu estava no lugar errado, na hora errada”, declarou o parlamentar à imprensa, após agentes cumprirem um mandado de busca e apreensão em sua residência.

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Alex contou que foi convidado pelo vereador Miguel Angel, conhecido como Miguelzinho, de quem é amigo pessoal, para participar de um almoço em uma chácara onde estavam reunidos parlamentares de Várzea Grande. Ele afirmou que permaneceu no local por aproximadamente duas horas e depois foi embora.

“Sou amigo pessoal do vereador Miguel Júnior, onde estava sendo feito o almoço, e ele me convidou. Eu fui, fiquei lá em torno de duas horas e depois voltei. Foi apenas para confraternizar mesmo”, explicou.

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O vereador reconheceu que os parlamentares de Várzea Grande estavam reunidos em razão da disputa pela Mesa Diretora, mas negou ter participado de qualquer conversa sobre a eleição.

“Eles estavam reunidos por causa da Mesa Diretora, mas eu fui realmente como amigo. Não foi conversado nada a respeito de Mesa Diretora com a gente. A gente foi lá, comeu, almoçou e veio embora”, afirmou.

Alex também confirmou que o vereador Ilde Taques, igualmente alvo da operação em Cuiabá, participou do encontro. Segundo ele, a presença dos dois na confraternização pode ter motivado a inclusão de ambos na investigação. “Eu iria almoçar com eles novamente. Eles me chamaram para almoçar, eu fui e almocei. Acredito que, por causa dessa briga que está lá em Várzea Grande, por eu e o vereador Ilde estarmos lá juntos, nos colocaram no meio como alvos da operação”, disse.

Celular apreendido

Sobre o cumprimento do mandado em sua residência, Alex afirmou que os policiais realizaram buscas no imóvel e recolheram apenas seu aparelho celular, que, segundo ele, já foi devolvido.

“Foram lá, vasculharam tudo, olharam tudo e a única coisa relevante que pediram foi meu celular. Prontamente entreguei. Falei para eles que poderiam ver o teor inteiro do celular. Já estou com o celular novamente”, relatou.

O parlamentar também elogiou a atuação dos agentes que participaram da diligência, destacando que foi tratado com educação durante todo o procedimento.

Abordagem policial e R$ 40 mil

Durante a entrevista, Alex também foi questionado sobre uma abordagem policial realizada pela Rotam após o almoço, quando, segundo informações mencionadas pelos jornalistas, teriam sido encontrados R$ 40 mil em dinheiro vivo no veículo em que ele estava.

O vereador negou que qualquer quantia tenha sido encontrada em seus pertences, mas confirmou que estava acompanhado de Ilde Taques no momento da abordagem.

“Comigo não foi encontrado absolutamente nada. Eu estava com a minha mochila, eles abriram, tinha meu notebook e documentos que eu carrego. Com Alex Rodrigues, absolutamente nada foi encontrado”, afirmou.

Questionado se o dinheiro pertencia ao colega, Alex disse desconhecer a existência da quantia e reiterou que nenhum valor foi encontrado com ele.

Investigação

Apesar de considerar que sua presença no almoço pode ter provocado a suspeita, Alex afirmou que não pretende adotar medidas judiciais contra os órgãos responsáveis pela investigação e garantiu que vai colaborar com o Gaeco.

“Não vou falar que foi um equívoco. Tem que investigar. Agora é a gente provar que não temos nada a ver com essa questão da Mesa Diretora”, declarou.

O vereador disse ainda que vai consultar seus advogados para conhecer o conteúdo da investigação e prestar esclarecimentos à população cuiabana.

A Operação Cathedra Venalis investiga possíveis irregularidades envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande. Ao todo, o Gaeco cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, tendo entre os investigados 13 vereadores de Várzea Grande e dois da Capital.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, a investigação apura suspeitas de obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos, corrupção e possível atuação de organização criminosa em crimes contra a administração pública.

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