MÁRCIA MATOS
VANESSA MORENO
O presidente da Câmara de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), questionou a operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) da qual é alvo nesta terça-feira (20) e afirmou achar “muito estranho” o procedimento. Em declaração à imprensa, o parlamentar confirmou o cumprimento de mandado em seu escritório, mas negou que os policiais tenham feito buscas em sua residência ou em seu gabinete.
“Não teve operação na minha casa”, afirmou. Na sequência, alegou desconhecer o conteúdo da apuração. “Eu desconheço a operação e eu acho muito estranho”, declarou.
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Ao justificar seu estranhamento, Wanderley afirmou que existem dezenas de denúncias contra a Prefeitura de Várzea Grande e questionou a realização da ação envolvendo o Legislativo. Durante a declaração, ele não detalhou quais seriam essas denúncias.
“Eu estou achando muito estranho essa operação, porque tem mais de 30 denúncias”, disse, acrescentando acreditar que o número de denúncias contra a Prefeitura ultrapasse 50.
Questionado se havia conversado com outros vereadores sobre o motivo das buscas, o presidente alegou que ainda não havia se inteirado dos fatos.
Conforme publicado pelo RepórterMT, a Operação Cathedra Venalis investiga suspeitas de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e a possível atuação de uma organização criminosa. Segundo o Ministério Público, a apuração envolve suspeitas de obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e irregularidades na administração municipal.
Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. A ação mobiliza mais de 200 policiais e tem vereadores das duas primeiras cidades entre os investigados. Na Capital, Ilde Taques e Alex Rodrigues também são alvos.
A disputa pelo comando do Legislativo várzea-grandense já era investigada pelo Gaeco. Em junho, o RepórterMT noticiou que vereadores que apoiaram a reeleição de Wanderley haviam sido interrogados em um procedimento sobre suspeitas de compra de votos, ameaças e cárcere privado. Uma denúncia apontava que parlamentares teriam sido mantidos em uma chácara sob vigilância de seguranças armados durante as articulações para a eleição. As acusações são objeto de investigação.
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