Karine Arruda/RepórterMT

A presidente da Casa se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
DO REPÓRTERMT
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), defendeu o respeito à presunção de inocência dos vereadores investigados na Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco na manhã desta terça-feira (20). O Legislativo mantém suas atividades normalmente, incluindo a sessão de hoje. Na Capital, Ilde Taques e Alex Rodrigues estão entre os alvos das buscas.
Em nota, a Câmara afirmou que acompanha os desdobramentos da operação e destacou o posicionamento da presidente em favor de uma investigação responsável, sem antecipação de culpa dos parlamentares.
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“A presidente da Casa de Leis, vereadora Paula Calil (PL), reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a legalidade, destacando a importância da apuração responsável dos fatos, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência”, diz o comunicado.
A instituição também ressaltou que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo cuiabano. A Casa se colocou à disposição para colaborar com as investigações.
“A Câmara segue com suas atividades normalmente, mantendo o compromisso com a população cuiabana e com o exercício responsável de suas funções institucionais”, acrescentou.
Conforme noticiado pelo RepórterMT, a operação tem 15 vereadores entre os investigados, sendo 13 de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Ao todo, são cumpridos 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com mobilização de mais de 200 policiais.
A investigação apura suspeitas de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande e a possível atuação de uma organização criminosa. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso, há suspeitas de obtenção de vantagens indevidas, cooptação de agentes públicos e outras irregularidades na administração municipal.
O caso ocorre após denúncias de compra de votos, ameaças e cárcere privado nos bastidores da eleição que reconduziu Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência do Legislativo várzea-grandense, em maio. A votação para o biênio 2027/2028 foi posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal por antecipação irregular. No comunicado sobre a operação, o MPMT não detalhou as condutas atribuídas individualmente aos investigados.


















