MÁRCIA MATOS
VANESSA MORENO
O vereador de Várzea Grande Rogerinho Dakar (PSDB), ex-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), afirmou que policiais do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recolheram documentos relacionados à autarquia durante buscas em sua residência, na manhã de hoje (20). O parlamentar é um dos alvos da Operação Cathedra Venalis, que apura suspeitas de corrupção envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal.
“Pra ser sincero, lá em casa, o que nós passamos foi em relação ao DAE. Eles pegaram as documentações do DAE”, declarou à imprensa.
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Rogerinho disse que entregou aos agentes um dossiê sobre sua passagem pelo departamento e defendeu que os órgãos de fiscalização investiguem sua atuação. Ele também elogiou o tratamento recebido dos policiais durante o cumprimento do mandado.
“Eles foram pegar todos os documentos possíveis pra gente esclarecer da melhor forma possível”, afirmou. Segundo o vereador, o objetivo é dar transparência à população sobre o trabalho desenvolvido na autarquia.
Questionado sobre a investigação relacionada à eleição da Mesa Diretora, Rogerinho afirmou que não participou da votação porque, naquele período, estava à frente do DAE. Ele também negou integrar o grupo vencedor ou o derrotado na disputa pelo comando do Legislativo.
Durante a entrevista, o parlamentar voltou a ser questionado sobre a gravação divulgada em agosto na qual aparece recebendo maços de dinheiro. Na ocasião da divulgação, ele afirmou que os valores estavam relacionados a transações comerciais realizadas como empresário.
“É um vídeo totalmente fora do contexto, não tem nada a ver com a vida pública”, declarou nesta terça-feira.
A Operação Cathedra Venalis cumpre 30 mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Conforme já noticiado pelo RepórterMT, a investigação apura a possível atuação de uma organização criminosa para obter vantagens indevidas, cooptar agentes públicos e praticar corrupção na administração municipal.
O caso envolve denúncias sobre os bastidores da eleição que reconduziu Wanderley Cerqueira (MDB) à presidência da Câmara de Várzea Grande. Entre as suspeitas investigadas estão a compra de votos de vereadores e um possível acordo de pagamento de propinas relacionado à privatização do DAE. As acusações seguem sob apuração.
No comunicado sobre a operação, o Ministério Público não detalhou a participação individual dos investigados. A relação dos documentos recolhidos na residência com o DAE foi apresentada pelo próprio Rogerinho durante a entrevista.
Veja o vídeo:



















