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Os parlamentares comentaram a repercussão da ação que investiga um suposto esquema de corrupção, suborno e compra de votos na Câmara.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
Os vereadores Sargento Galibert (PSB) e Dr. Miguel (Cidadania), alvos da Operação Cathedra Venalis deflagrada nesta terça-feira (20) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), afirmaram que a investigação está diretamente ligada ao encontro político realizado em maio em uma chácara antes da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Os parlamentares comentaram a repercussão da ação que investiga um suposto esquema de corrupção, suborno e compra de votos na Câmara.
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Galibert foi minimizou a investigação, classificando a operação como um procedimento rotineiro. "É um trabalho normal né? Chegou a informação lá atrás, na primeira formação da Mesa Diretora que fizeram uma denúncia, e hoje as forças de segurança estão investigando. É só isso, nada mais do que isso", declarou.
Questionado sobre a chácara apontada nas investigações como o "quartel-general" do suposto esquema, que fica localizada no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, e pertencente à família de Dr. Miguel, Galibert confirmou que esteve no local, mas tratou o episódio de forma vaga.
"Eu estive lá. É só isso, nada mais do que isso". Indagado se houve compra de votos para eleger a Mesa Diretora, ele negou: "Claro que não. A princípio não".
Já o vereador Miguel afirmou estar acompanhando os desdobramentos pelas redes sociais e garantiu estar tranquilo em relação às acusações, respondendo estritamente por seu CPF.
"Pelo que ouvi das redes sociais, foi por conta da confraternização que a gente fez na chácara, onde a chácara é do meu pai, entendeu? Antes da eleição da Mesa Diretora de Várzea Grande. [...] Eu estou tranquilo, que não fiz nada", afirmou.
Questionado sobre o cumprimento das ordens judiciais, Miguel explicou que os agentes estiveram na residência de seu pai, endereço antigo do parlamentar, que hoje reside em Várzea Grande, mas que ele próprio compareceu para prestar esclarecimentos e soube que o foco principal das buscas recaiu sobre celulares e aparelhos eletrônicos.
Denúncia aponta que vereadores de VG ficaram confinados em uma chácara.
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A denúncia ao Gaeco também apontava um plano para forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) com o objetivo de obter controle sobre a bilionária privatização do DAE (Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande).
A eleição anterior da Mesa Diretora foi vencida por Wanderley Cerqueira por uma diferença de apenas um voto (12 a 10/11), pleito que posteriormente foi anulado pelo STF devido à extrema antecipação.
Saiba que são os 13 vereadores de Várzea Grande investigados
Wanderley Cerqueira (MDB) – Presidente da Câmara
Gisa Barros (Podemos)
Rogerinho Dakar (PSDB) – Ex-presidente do DAE-VG / Suplente
Cilço da Cruz (PV)
Braz Jaciro (PSDB)
Alecsand / Alessandro Moreira (MDB)
Wender Madureira (Republicanos)
Sargento Galibert (PSB)
Dr. Miguel (Cidadania)
Lucélia Oliveira (Agir)
Kleberton Feitoza (PSB)
Raul Curvo (Republicanos)
Enfermeiro Emerson (PP)
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Vereadores foram alvo de busca e apreensão do Gaeco hoje
Vereadores de Cuiabá alvos da operação:
Alex Rodrigues (Podemos)
Ilde Taques (Podemos)
Servidores de Várzea Grande:
Lorineide – diretora financeira da Câmara
Samir Katumata (PL) – secretário legislativo e suplente
Veja o vídeo:


















