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20 de Outubro de 2026

20 de Outubro de 2026, 13h:13 - A | A

POLÍTICA / GUERRA POLÍTICA

Alvo do Gaeco, secretário na Câmara de VG acusa perseguição política do grupo de Flávia Moretti e confirma que encontro em chácara motivou operação

Servidor da Câmara e suplente de vereador classificou a operação como "perseguição" e defendeu que encontro em chácara foi voluntário e não houve cárcere privado.

Reprodução

Secretário Samir Katumata atribui operação do Gaeco à gestão de Flávia Moretti.

Secretário Samir Katumata atribui operação do Gaeco à gestão de Flávia Moretti.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O secretário legislativo da Câmara de Várzea Grande e suplente de vereador, Samir Katumata (PL), um dos alvos da Operação Cathedra Venalis deflagrada hoje (20) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado), afirmou acreditar que a operação tem motivações políticas, citando o grupo da prefeita Flávia Moretti (PL). Ele confirmou que o centro das investigações é a disputa pela Mesa Diretora da Casa e disse que teve seu celular apreendido pelas autoridades.

"Eu acredito no fundo do meu coração [que é perseguição]...", declarou.

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A investigação apura um esquema de corrupção na administração pública municipal, com foco em supostos pagamentos de vantagens indevidas a parlamentares em troca de apoio a Wanderley Cerqueira (MDB) na disputa pela Mesa Diretora, além de repasses periódicos voltados a comprar o silêncio de agentes públicos sobre irregularidades no Legislativo. 

A denúncia ao Gaeco também apontava um plano para forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti com o objetivo de obter controle sobre a bilionária privatização do DAE (Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande).

Leia mais - Gaeco faz operação contra 15 vereadores de MT; Ilde Taques e Alex são alvos em Cuiabá

A chácara, apontada nas investigações como o "quartel-general" do suposto esquema, fica localizada no distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, e pertencente à família do vereador Dr. Miguel (Cidadania).

Sobre as acusações de que vereadores teriam sido mantidos confinados na chácara sob escolta e que houve distribuição de dinheiro vivo para a compra de votos, ele minimizou a tese de isolamento forçado. "No século XXI ninguém vai para lugar nenhum amarrado, vai quem quer", disparou.

LEIA MAIS: Denúncia de "confinamento" de vereadores explode bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande

A eleição da Mesa Diretora foi vencida por Wanderley por uma diferença de apenas um voto, pleito que posteriormente foi anulado pelo STF.

Saiba que são os 13 vereadores de Várzea Grande investigados

Wanderley Cerqueira (MDB) – Presidente da Câmara

Gisa Barros (Podemos)

Rogerinho Dakar (PSDB) – Ex-presidente do DAE-VG / Suplente

Cilço da Cruz (PV)

Braz Jaciro (PSDB)

Alecsand / Alessandro Moreira (MDB)

Wender Madureira (Republicanos)

Sargento Galibert (PSB)

Dr. Miguel (Cidadania)

Lucélia Oliveira (Agir)

Kleberton Feitoza (PSB)

Raul Curvo (Republicanos)

Enfermeiro Emerson (PP)

Reprodução

Vereadores

Vereadores foram alvo de busca e apreensão do Gaeco hoje

Vereadores de Cuiabá alvos da operação:

Alex Rodrigues (Podemos)

Ilde Taques (Podemos)

Servidores de Várzea Grande:

Lorineide – diretora financeira da Câmara

Samir Katumata (PL) – secretário legislativo e suplente

Veja o vídeo:

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