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23 de Setembro de 2026

23 de Setembro de 2026, 18h:00 - A | A

POLÍCIA / PRESA NA BOLÍVIA

Delegado: Angeliquinha ordenava 80% dos homicídios de facção em Alta Floresta

Segundo a Draco, criminosa também exercia controle sobre tráfico de drogas, armamentos e extorsões em garimpos; ela foi capturada após mais de um ano foragida.

PJC-MT

Polícia afirma que criminosa comandava 80% dos homicídios praticados por facção no extremo norte.

Polícia afirma que criminosa comandava 80% dos homicídios praticados por facção no extremo norte.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



Angélica Saraiva de Sá, conhecida como Angeliquinha, é apontada pela Polícia Civil como mandante de cerca de 80% dos homicídios praticados por uma facção criminosa em Alta Floresta (a 837 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, e cidades vizinhas. A afirmação foi feita hoje (23) pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas. Ela foi presa na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após passar mais de um ano foragida.

“Ela é a mandante de, vamos colocar, 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e circunvizinhas”, disse o delegado.

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Segundo Victor Hugo, Angeliquinha, de 34 anos, exerce o comando da organização criminosa no extremo Norte de Mato Grosso. “Ela atua lá, assim, na liderança completa, é a mulher que lidera toda aquela região, é a líder da facção mesmo”, afirmou.

O delegado disse que a atuação dela abrange diferentes atividades criminosas. “Ela faz extorsões a garimpo, controle de tráfico de drogas, controle de entrada e saída de armamento ali”, relatou. A presença da facção, segundo ele, alcança áreas rurais, garimpos e regiões de mata.

Angeliquinha fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, em agosto de 2025. Conforme a Polícia Civil, suas condenações somam mais de 260 anos de prisão por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Ela também tinha seis mandados de prisão em aberto.

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Entre as condenações está uma pena de 99 anos e 11 meses pelas mortes de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde, em 2022. De acordo com a investigação, as vítimas foram torturadas e executadas após serem apontadas pelos criminosos como integrantes de uma facção rival. Angeliquinha foi identificada como responsável por ordenar os assassinatos.

Victor Hugo afirmou ainda que familiares dela teriam sido beneficiados pelo dinheiro obtido com as atividades criminosas. “A família dela é beneficiada com esses valores”, disse, ao citar a Operação Showdown. Deflagrada em março, a ação investigou suspeitas de apoio à facção e lavagem de dinheiro envolvendo o núcleo familiar. Os investigadores identificaram movimentações superiores a R$ 20 milhões em um ano e sete meses, consideradas incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos.

A captura na Bolívia ocorreu em uma ação conjunta entre autoridades dos dois países. A Polícia Civil informou que serão adotados os procedimentos legais para o retorno de Angeliquinha ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais.

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