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23 de Setembro de 2026, 13h:48 - A | A

POLÍCIA / MORTE EM SINOP

Em depoimento, pais negam ter matado filha de 2 anos; laudo aponta estrangulamento

Menina foi levada morta à UPA André Maggi, em Sinop, no último domingo (20)

Reprodução

Criança de 2 anos foi levada morta à UPA André Maggi, em Sinop; pais estão presos

Criança de 2 anos foi levada morta à UPA André Maggi, em Sinop; pais estão presos

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O homem de 20 anos e a adolescente de 17, investigados pela morte da própria filha de 2 anos, levada morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi, em Sinop (a 498 km de Cuiabá), no último domingo (20), negaram que tenham matado a menina.

Em depoimento à Polícia Civil, eles disseram que a criança estava viva durante a madrugada e que só perceberam que ela estava morta depois.

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A versão, no entanto, foi confrontada pelo laudo de necropsia, que constatou que a menina foi estrangulada até a morte.

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Conforme apurado pela reportagem, a vítima tinha paralisia cerebral. Além disso, estava desnutrida e em condições inadequadas de higiene.

O pai foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado e maus-tratos e a mãe, como é menor de idade, foi autuada em flagrante por ato infracional análogo aos mesmos crimes.

Após a prisão, ele passou por audiência de custódia e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A mãe também permanece apreendida.

O crime

Conforme informado pelo RepórterMT, a Polícia Civil foi acionada por volta das 9h30 de domingo pela equipe da UPA André Maggi após o pai levar a menina já sem vida até o local.

De acordo com os profissionais de saúde, a criança já apresentava sinais clínicos de óbito havia pelo menos uma hora.

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Os pais da menina disseram que era teria sido vista com vida durante a madrugada e, entre 5h e 6h, perceberam que ela não respondia. Entretanto, o atendimento médico foi procurado somente por volta das 7h.

À Polícia Civil, a equipe médica informou que a criança possuía histórico de internação recente, ocasião em que já apresentava sinais de desnutrição, tendo sido acionado o Conselho Tutelar.

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