VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O laudo médico apontou asfixia mecânica como causa da morte de uma menina de 2 anos, levada já sem vida a uma unidade de saúde de Sinop (a 522 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, no domingo (20). Segundo o delegado Bráulio Junqueira, o pai da criança, de 20 anos, passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e continua preso. A mãe, de 17 anos, também permanece apreendida.
Os dois foram detidos após a menina ser levada pelo pai à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi. A criança apresentava sinais de desnutrição e condições inadequadas de higiene.
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A Polícia Civil foi acionada por volta das 9h30, depois que a equipe médica comunicou a entrada da menina na unidade. Conforme os profissionais, ela já estava morta havia pelo menos uma hora quando chegou ao local.
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Os pais relataram que a filha havia sido vista com vida durante a madrugada. Entre 5h e 6h, eles teriam percebido que a criança não respondia, mas buscaram atendimento médico somente mais tarde.
Em contato com o
, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Sinop informou que o Conselho Tutelar acompanhava o caso devido aos quadros de desnutrição relacionados ao uso de uma sonda de gastrostomia, conhecida como GTT.
Conforme a prefeitura, foram realizados dois atendimentos formais, um em agosto de 2024 e outro em 2025. Durante as intervenções, a mãe adolescente recebeu advertências e orientações. A avó materna também auxiliava nos cuidados com a criança.
Ainda segundo a administração municipal, o Conselho Tutelar não identificou, naquele momento, indícios de violações intencionais ou maus-tratos. O órgão teria sido informado de que a própria criança retirava a sonda.
Após as orientações e os encaminhamentos para a rede de saúde, o Conselho Tutelar não recebeu novas denúncias relacionadas ao caso até ser comunicado sobre a morte da criança, que, conforme a prefeitura, estava sob acompanhamento médico.
Inicialmente, diante das condições em que a menina chegou à UPA, os profissionais levantaram a possibilidade de negligência ou ausência de cuidados adequados. A causa da morte ainda dependia dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que posteriormente apontaram asfixia mecânica.
O pai foi autuado em flagrante sob suspeita de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos. Como a mãe é adolescente, foi registrado contra ela ato infracional análogo aos mesmos crimes.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte e deverá apurar como ocorreu a asfixia identificada no laudo.
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