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22 de Setembro de 2026, 12h:21 - A | A

POLÍCIA / PAIS ESTÃO PRESOS

Laudo aponta asfixia mecânica como causa da morte de menina de 2 anos em Sinop

Exames apontaram asfixia mecânica como causa da morte; pai de 20 anos teve prisão convertida em preventiva e mãe adolescente permanece apreendida.

Reprodução

Criança chegou à Unidade de Pronto Atendimento já sem vida.

Criança chegou à Unidade de Pronto Atendimento já sem vida.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O laudo médico apontou asfixia mecânica como causa da morte de uma menina de 2 anos, levada já sem vida a uma unidade de saúde de Sinop (a 522 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso, no domingo (20). Segundo o delegado Bráulio Junqueira, o pai da criança, de 20 anos, passou por audiência de custódia, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e continua preso. A mãe, de 17 anos, também permanece apreendida.

Os dois foram detidos após a menina ser levada pelo pai à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi. A criança apresentava sinais de desnutrição e condições inadequadas de higiene.

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A Polícia Civil foi acionada por volta das 9h30, depois que a equipe médica comunicou a entrada da menina na unidade. Conforme os profissionais, ela já estava morta havia pelo menos uma hora quando chegou ao local.

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Os pais relataram que a filha havia sido vista com vida durante a madrugada. Entre 5h e 6h, eles teriam percebido que a criança não respondia, mas buscaram atendimento médico somente mais tarde.

Em contato com o , a assessoria de imprensa da Prefeitura de Sinop informou que o Conselho Tutelar acompanhava o caso devido aos quadros de desnutrição relacionados ao uso de uma sonda de gastrostomia, conhecida como GTT.

Conforme a prefeitura, foram realizados dois atendimentos formais, um em agosto de 2024 e outro em 2025. Durante as intervenções, a mãe adolescente recebeu advertências e orientações. A avó materna também auxiliava nos cuidados com a criança.

Ainda segundo a administração municipal, o Conselho Tutelar não identificou, naquele momento, indícios de violações intencionais ou maus-tratos. O órgão teria sido informado de que a própria criança retirava a sonda.

Após as orientações e os encaminhamentos para a rede de saúde, o Conselho Tutelar não recebeu novas denúncias relacionadas ao caso até ser comunicado sobre a morte da criança, que, conforme a prefeitura, estava sob acompanhamento médico.

Inicialmente, diante das condições em que a menina chegou à UPA, os profissionais levantaram a possibilidade de negligência ou ausência de cuidados adequados. A causa da morte ainda dependia dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que posteriormente apontaram asfixia mecânica.

O pai foi autuado em flagrante sob suspeita de homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos. Como a mãe é adolescente, foi registrado contra ela ato infracional análogo aos mesmos crimes.

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte e deverá apurar como ocorreu a asfixia identificada no laudo.

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