ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
A eleição para a presidência da Associação Mato-Grossense dos Municípios (AMM) foi finalizada hoje (23), no entanto, mesmo com a liberação da Justiça para que os prefeitos aptos que ainda não haviam votado compareçam à sede da entidade em Cuiabá, a abertura das urnas e a apuração dos votos continuam proibidas pela Justiça até uma nova decisão judicial.
O desembargador Hélio Nishiyama permitiu a coleta complementar dos votos restantes, que foram depositados em uma nova urna, enquanto o primeiro lote de 99 votos, colhido antes da paralisação de 16 de setembro, permanece rigidamente lacrado e guardado.
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Em entrevista concedida durante a retomada dos trabalhos, o presidente da comissão eleitoral do pleito e prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), descartou qualquer possibilidade de anulação do processo. Segundo ele, todas as exigências técnicas e documentais previstas no estatuto foram rigorosamente atendidas.
"Nós retomamos o pleito conforme a Justiça determinou. A urna original foi devidamente lacrada e guardada. Agora colhemos os votos dos municípios que ainda não haviam votado, lacramos a segunda urna e aguardaremos a decisão oficial da Justiça para que seja feita a contagem e a proclamação", afirmou.
Guerra judicial
A disputa começou após Nova Xavantina recorrer à Justiça contra as mudanças realizadas pela AMM no estatuto e contra o edital da eleição. Como mostrou o RepórterMT, a entidade aprovou em agosto novas regras, entre elas mandato de três anos para a Diretoria Executiva e o Conselho Fiscal e alterações que permitiram ao atual presidente, Hemerson Lourenço Máximo, o Maninho, disputar a recondução mesmo sendo ex-prefeito.
Maninho encabeça a única chapa registrada, denominada “AMM + Forte e Presente”, para comandar a associação no triênio 2027-2029.
Reprodução
Hemerson Maninho é ex-prefeito de Colíder e presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM).
No dia 16 de setembro, a eleição chegou a começar, mas foi interrompida quando 99 prefeitos já haviam votado. Naquele dia, a juíza Olinda de Quadros Altomare, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, suspendeu integralmente o processo e determinou o lacre das urnas enquanto eram esclarecidas dúvidas sobre o quórum da assembleia que alterou o estatuto.
Dois dias depois, em 18 de setembro, Olinda reconsiderou a medida após receber novos documentos da AMM, revogou a liminar e autorizou a continuidade da eleição, determinando a preservação dos 99 votos e a abertura de uma nova oportunidade para os municípios que ainda não haviam participado.
O Município de Nova Xavantina recorreu novamente ao TJMT. No plantão desta semana, foi concedido efeito suspensivo para impedir a retomada e manter a urna fechada. Agora, Nishiyama flexibilizou essa ordem apenas para permitir a votação restante, mantendo bloqueada qualquer divulgação do resultado.
Assim, mesmo com a sessão prevista para esta quarta-feira, a eleição da AMM continuará sem vencedor oficialmente proclamado até uma nova manifestação do Tribunal de Justiça.
Veja o vídeo:















