Cuiabá, 24 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
24 de Setembro de 2026

24 de Setembro de 2026, 16h:57 - A | A

POLÍCIA / CAPTURADA NA BOLÍVIA

Chefe de facção, Angeliquinha é entregue à PF em Corumbá e aguarda retorno a MT

Apontada como liderança de facção, Angélica Saraiva de Sá foi presa na Bolívia após ficar mais de um ano foragida

Reprodução

Angeliquinha foi capturada na Bolívia após um ano foragida

Angeliquinha foi capturada na Bolívia após um ano foragida

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou hoje (24) que Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, já foi entregue à Polícia Federal em Corumbá (MS) e aguarda os procedimentos para ser recambiada a Mato Grosso. Ela é apontada como uma das lideranças de uma facção atuante no estado e foi capturada na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, após uma ação integrada entre as polícias Civil de Mato Grosso e Boliviana.

Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Ela tinha seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026, e acumula mais de 260 anos de condenações por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

LEIA MAIS: Condenada a mais de 260 anos de cadeia, Angeliquinha é capturada na Bolívia

LEIA MAIS: Angeliquinha fez procedimentos estéticos para mudar o rosto e despistar a polícia, diz delegado

Segundo as investigações, a mulher exercia influência sobre atividades criminosas na região de Alta Floresta, incluindo tráfico de drogas, extorsões e exploração de garimpos. Após a captura na Bolívia, ela foi conduzida até Corumbá, onde ficou sob custódia da Polícia Federal.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o retorno a Mato Grosso depende agora das providências determinadas pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso.

A localização de Angeliquinha na Bolívia foi possível por meio do trabalho de investigação e da troca de informações entre as forças de segurança dos dois países. A operação contou com a participação da GCCO/Draco, da Gerência Estadual de Polinter (Gepol) e da Polícia Boliviana.

Operação Showdown

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar ligado à Angeliquinha. Conforme a investigação, familiares davam suporte às atividades criminosas e auxiliavam na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo.

Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.

As medidas foram autorizadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop, com base em investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e pela Delegacia de Alta Floresta.

Entre os alvos estavam o pai Paulo Felizardo de Sá, a filha Kauany Beatriz de Sá Silva e o genro de Angeliquinha, Guilherme Henrique Laureth da Silva, apontados como integrantes do núcleo responsável pelo apoio ao grupo criminoso e pela movimentação de recursos de origem ilícita.

A investigação identificou a movimentação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses. Segundo a Polícia Civil, o valor era incompatível com a renda declarada pelos investigados, e empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade aos recursos.

O grupo também é investigado por envolvimento na exploração de garimpo irregular nas regiões de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, atividade que, conforme a investigação, estaria relacionada a outras práticas criminosas, como extorsões e tráfico de drogas.

LEIA MAIS: Justiça mantém presos pai e genro de "Angeliquinha", mas manda influencer para domiciliar

 

Comente esta notícia