Reprotagem/ Metrópoles

mensagens fazem parte de um conjunto de diálogos em que Roberta também se refere a Lulinha como “sócio”.
DO REPÓRTERMT
Uma troca de mensagens atribuída à lobista Roberta Luchsinger mostra uma cobrança urgente pela realização de um Pix de R$ 100 mil na mesma noite em que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embarcou de São Paulo para Lisboa, em Portugal.
As mensagens foram trocadas em 8 de novembro de 2024 entre Roberta e Quesede Ayres Henrique, ex-secretário municipal de Saúde de Goiânia. No diálogo, a lobista pressiona pela transferência e afirma que “o homem” estava cobrando.
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“Ô Quesede, tu dá um jeito de fazer esse pix, porra, que o homem tá me cobrando, criatura”, escreveu Roberta.
Quesede respondeu que o pagamento já estava sendo providenciado.
Pouco depois, às 18h20, Roberta voltou a cobrar:
“Fez? Ele vai embarcar e tá me enchendo o saco.”
Naquela mesma noite, Lulinha embarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos com destino a Lisboa. Segundo o Metrópoles, o voo partiu às 22h40, e o filho do presidente viajava na classe executiva, no assento 6J.
O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, também estava no mesmo voo, ocupando a poltrona 3A.
R$ 100 MIL FORAM PAGOS
Ainda naquela noite, Quesede realizou o pagamento, e R$ 100 mil foram depositados na conta da RL Consultoria, empresa de Roberta Luchsinger. O valor foi enviado por uma empresa comercial de Goiânia.
As mensagens não identificam nominalmente quem seria “o homem” citado por Roberta.
Roberta afirmou nas mensagens que “o homem” iria embarcar. Horas depois, naquela mesma noite, Lulinha deixou o Brasil em um voo para Lisboa. A coincidência entre os dois fatos aparece no conjunto de mensagens analisado nas investigações.
EX-SECRETÁRIO FOI PRESO
Quesede Ayres Henrique, destinatário da cobrança, foi secretário de Saúde de Goiânia e, em dezembro de 2024, se entregou à polícia. Ele era investigado por suspeitas de desvio de aproximadamente R$ 10 milhões na Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a apuração publicada pelo Metrópoles, Roberta auxiliava Quesede na tentativa de liberar recursos do governo federal para a Prefeitura de Goiânia e recebia comissões. Os pagamentos, conforme a reportagem, eram feitos por meio de contas de terceiros.
“MEU SÓCIO É GULOSO”
As novas mensagens fazem parte de um conjunto de diálogos em que Roberta também se refere a Lulinha como “sócio”.
Em uma conversa de dezembro de 2023, ela afirmou a Quesede:
“Meu sócio é guloso tá.”
Em outro diálogo, Roberta determinou a um motorista que levasse dinheiro a “Fábio”. Também há registro de um pagamento de R$ 26.809 para uma agência de viagens, acompanhado da mensagem: “Tem que pagar mais isso para Fábio na TTW”.
Segundo o Metrópoles, fatos relacionados a Lulinha e Roberta são investigados em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles apura suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde.
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