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A avaliação é de que a transferência dos votos de Paula e de aliados pode ser a estratégia adotada para vencer a oposição
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
Nos corredores da Câmara Municipal de Cuiabá o cenário para a eleição da nova Mesa Diretora ainda é uma incógnita. Enquanto a atual presidente da Casa, Paula Calil (PL), busca viabilizar sua permanência no comando do Legislativo, articulações de última hora redesenham o tabuleiro político que só será definido na eleição marcada para o dia 6 de outubro.
Atualmente, Paula conta com 13 votos consolidados. No entanto, para conseguir disputar a reeleição para o cargo, ela precisa obrigatoriamente de 18 votos, o equivalente a dois terços dos 27 parlamentares, quórum exigido pelo Regimento Interno para aprovar a mudança que permitiria sua nova candidatura na mesma legislatura.
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Como o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve as regras atuais e negou o pedido da prefeitura para flexibilizar a norma, a viabilidade da candidatura da atual presidente enfrenta barreiras regimentais.
Diante desse cenário de travamento, o grupo alinhado ao prefeito Abilio Brunini (PL) estuda alternativas para que outro nome represente a base governista na disputa. Nos bastidores, a avaliação é de que a transferência dos votos de Paula e de aliados pode ser a estratégia adotada para vencer o bloco oposicionista. Demilson Nogueira (PP) e Kássio Coelho (Podemos) são as apostas da base para tentar unir o grupo. Um deles pode ser o nome que vai substituir Paula.
A oposição aposta na força de Ilde Taques, que também possui 13 votos consolidados. Diferente do grupo governista, Ilde precisa de apenas 14 votos para ser eleito presidente, uma vez que sua candidatura não esbarra nas restrições de recondução que exigem a alteração do Regimento Interno.
A indefinição sobre os apoios finais deve perdurar até o pleito, já que diversos vereadores mantêm alianças atreladas a campanhas para deputados federal e estadual, além de acordos partidários. Enquanto as negociações seguem intensas nos gabinetes, o grupo do prefeito monitora os movimentos da oposição para evitar surpresas na votação da Mesa Diretora.
Conforme a informação de bastidor, o vereador Dilemário Alencar (União) já teria se conscientizado de que seu projeto não vai se consolidar. Ele continua anunciando que é candidato a presidente, mas tem apenas um voto na corrida pela Presidência, o da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade).














