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Medeiros colocou um frasco de detergente sobre a mesa e retomou a provocação: “O detergente que a gente bebe é Ypê”.
MÁRCIA MATOS
DO REPÓRTERMT
O deputado federal e candidato ao Senado por Mato Grosso, José Medeiros (PL), afirmou que não vai pedir desculpas por ter dito que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”. Ao reagir às críticas em vídeo, o parlamentar classificou a declaração como piada, sustentou que o episódio não é motivo para perder o voto de bolsonaristas e encerrou a gravação com uma nova ironia sobre o produto de limpeza.
“Eu não vou nem pedir desculpa pelo que eu falei, porque se tem uma coisa que nós bolsonaristas também não fazemos é arregar”, declarou.
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Medeiros reconheceu que fez o comentário, mas alegou que o áudio divulgado foi editado e retirado de contexto. Segundo ele, a frase reproduz uma brincadeira antiga.
“A pergunta que é preciso ser feita não é se eu disse ou se eu não disse. Eu disse e sou homem para reconhecer, porque essa piada é antiga e muita gente já ouviu”, afirmou.
Leia mais: Medeiros diz em áudio que seu eleitor “ora para alienígena e bebe detergente”; ouça
Ao se dirigir aos eleitores incomodados, o candidato disse que a repercussão estaria sendo usada por seus adversários para prejudicá-lo na disputa pelo Senado.
“Se você ficou chateado com o áudio editado que saiu por aí, é porque não me conhece”, disse.
Na sequência, argumentou que deixar de votar nele por uma piada que classificou como “sem graça” significaria cair na estratégia de seus inimigos. O deputado também afirmou que as críticas não atingem sua honestidade nem sua honra e citou o apoio de Jair, Carlos, Eduardo, Michelle e Flávio Bolsonaro para defender a candidatura.
“Você está caindo justamente na cilada dos meus inimigos”, declarou.
O parlamentar defendeu que o eleitor avalie sua trajetória e voltou a justificar a declaração pelo próprio estilo de humor. “Se você me conhece, sabe mesmo que eu faço piada o tempo todo”, afirmou.
No encerramento, Medeiros colocou um frasco de detergente sobre a mesa e retomou a provocação: “O detergente que a gente bebe é Ypê”.
A polêmica começou com a divulgação de áudios enviados a Chico Mendes (União), prefeito de Diamantino e irmão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na gravação que veio a público na terça-feira (22), o deputado fez o comentário sobre o próprio eleitorado.
Em outro áudio, divulgado na segunda-feira (21), Medeiros dizia que orientava sua equipe de marketing a retirar ataques ao STF e que não criticava Gilmar. Ao se explicar, afirmou que diferencia a instituição da conduta dos ministros.
Em entrevista ao RepórterMT, na terça-feira, o candidato atribuiu o vazamento a Gilmar e anunciou que pediria uma investigação contra ele. Segundo Medeiros, Chico intermediou uma audiência com o ministro após rumores de que o deputado poderia ser alvo de uma operação policial. O parlamentar relatou que Gilmar negou a informação.
Veja o vídeo:














