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23 de Setembro de 2026, 18h:22 - A | A

CIDADES / PREPARE O BOLSO

Energisa vai cobrar retroativo de 36 meses de condomínios em Cuiabá após prefeitura deixar de pagar pela iluminação das ruas

Concessionária inicia transferência de titularidade de faturas de ruas internas. Condomínios fechados devem ressarcir valores pagos prefeitura nos últimos três anos.

Reprodução

Condomínios fechados em Cuiabá passam a pagar luz de ruas internas

Condomínios fechados em Cuiabá passam a pagar luz de ruas internas

ANA ADÉLIA JÁCOMO
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A cobrança retroativa do consumo de energia elétrica em ruas internas de condomínios fechados e loteamentos privados de Cuiabá vai entrar em vigor. Com a decisão da Prefeitura de Cuiabá de encerrar o subsídio público e determinar a regularização cadastral por meio da Limpurb (Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos), a Energisa Mato Grosso confirmou que vai cobrar valores retroativos referentes a até 36 meses anteriores à mudança das faturas.

A medida ocorre após a constatação de que o pagamento da iluminação de áreas comuns e ruas internas desses empreendimentos vinha sendo absorvido indevidamente pelo município, com os custos rateados na fatura de toda a população. Para corrigir o problema, a concessionária estabeleceu o prazo de 15 dias, contados da notificação, para que os condomínios regularizem o cadastro e assumam a titularidade das unidades consumidoras.

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O procurador-geral do município, Luiz Araújo Jr., explicou que a distorção feria as normas federais do setor elétrico e pesava de forma desigual sobre os contribuintes.

"O morador lá do Osmar Cabral pagava essa iluminação dos condomínios fechados. A iluminação pública hoje é rateada entre todos os contribuintes que têm um talão de energia elétrica. Tirando esse recorte, a energia privada deve ser paga pelo privado, e a população deixa de custear isso", pontuou o procurador, citando a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O prefeito Abilio Brunini (PL) reforçou que a adequação corrige uma prática histórica na capital e destacou a necessidade de estancar o uso de recursos públicos em áreas privadas.

"Uma vez identificada a ilegalidade, tem que cessar imediatamente. Se eu pagar um dia a mais, estou pagando consciente de um ato ilícito. A prefeitura lá atrás fez intencionalmente, desde o Alphaville 1, desde o primeiro condomínio em Cuiabá. A prefeitura não poderia fazer isso, já que a lei complementar estabelece que o condomínio possui apenas vias privadas", declarou o prefeito.

Para efetivar a cobrança do retroativo referente ao período de até três anos sem faturamento correto, a Energisa informou que realizará levantamentos técnicos baseados em cadastros, medições de campo e critérios regulatórios. Após a apuração, a concessionária enviará a cada empreendimento um relatório detalhado contendo a memória de cálculo e os valores correspondentes ao consumo efetivamente realizado nas áreas comuns.

Caso os condomínios não atendam às exigências ou não se manifestem dentro do prazo estipulado, a empresa poderá adotar medidas administrativas e regulatórias para efetivar a transferência das contas, sem prejuízo da exigência dos valores passados.

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