Karine Arruda/RepórterMT

Na prática, o aumento foi de R$ 0,22 por litro no etanol, uma alta de aproximadamente 5,3%, e de R$ 0,20 na gasolina, avanço de cerca de 2,9%.
EDUARDA FERNANDES
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O motorista cuiabano voltou a sentir no bolso o peso dos combustíveis. Em postos acompanhados pelo RepórterMT, o litro do etanol, que vinha sendo comercializado a R$ 4,17, já aparece a R$ 4,39 na manhã de hoje (23). A gasolina comum, que estava em R$ 6,99, chegou a R$ 7,19.
Na prática, o aumento foi de R$ 0,22 por litro no etanol, uma alta de aproximadamente 5,3%, e de R$ 0,20 na gasolina, avanço de cerca de 2,9%. Para quem abastece 50 litros de uma vez, são R$ 11 a mais no tanque com etanol e R$ 10 adicionais com gasolina.
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Os aumentos vistos nas bombas em Cuiabá acompanham uma escalada registrada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana de 13 a 19 de setembro, Mato Grosso teve a maior alta do preço médio do etanol entre todos os estados pesquisados: 6,81%, levando a média estadual para R$ 4,08 por litro. No país, a alta média foi de 0,99%.
Em Cuiabá, o levantamento da ANP referente ao mesmo período já apontava o etanol a R$ 4,17 por litro em média e a gasolina comum a R$ 6,97. Entre os postos pesquisados, a gasolina chegava a R$ 6,99. Os valores de R$ 4,39 e R$ 7,19 encontrados posteriormente pelo RepórterMT indicam que a pressão sobre o consumidor continuou depois da coleta oficial.
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A alta ocorre justamente enquanto o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aposta no aumento da participação do etanol na gasolina como parte de sua política energética. Desde 1º de agosto, a quantidade obrigatória de etanol anidro na gasolina comum passou temporariamente de 30% para 32%, o chamado E32. Segundo o Ministério de Minas e Energia, a medida busca ampliar o uso do combustível produzido no país e diminuir a dependência da gasolina importada.
O governo já mantém, inclusive, estudos para avaliar a viabilidade de elevar essa proporção para até 35%. O E35, porém, ainda não está em vigor e dependerá de avaliação técnica e de nova decisão do Conselho Nacional de Política Energética.
Para quem abastece em Cuiabá, entretanto, a política de aumentar a participação do álcool não impediu que os preços avançassem nas bombas. Menos de dois meses depois da entrada em vigor do E32, gasolina e etanol são encontrados por valores maiores nos postos acompanhados pela reportagem.
Isso não significa que a alta possa ser atribuída exclusivamente à decisão do governo federal. A própria ANP explica que o preço final dos combustíveis é formado por uma série de componentes, incluindo valores cobrados por produtores e refinarias, tributos federais e estaduais, custos do biocombustível, despesas operacionais e margens de distribuição e revenda. Desde 2002, os preços são livres e não há tabelamento oficial.
Mas, independentemente da discussão sobre quem fica com cada parcela da conta, para o consumidor o resultado imediato é um só: abastecer ficou mais caro.














