Karine Arruda/RepórterMT

Prefeito de Cuiabá defende a permanência da aliada no comando do Legislativo.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), mandou um recado direto e sem rodeios sobre o racha político envolvendo a presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), e os vereadores Dilemário Alencar (União) e Baixinha Giraldelli (Solidariedade). A dupla pulou fora do projeto de reeleição da dirigente após um acordo costurado nos bastidores não sair do papel.
Questionado se o grupo governista pretendia se reunir com os parlamentares para tentar trazê-los de volta ao barco, Abilio descartou qualquer articulação diplomática e foi taxativo: "Não precisa. Tem gente que não adianta chamar para conversar. Deixa as coisas acontecerem naturalmente".
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As falas foram dadas na noite de quinta-feira (17) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, durante o Encontro da Direita realizado pelo candidato ao Senado Zé Medeiros (PL). O estopim da ruptura aconteceu porque o combinado previa que Dilemário apoiaria Paula Calil caso ela reunisse os 18 votos necessários para mudar o Regimento Interno da Casa.
Se o número não fosse alcançado, o próprio vereador encabeçaria a chapa do grupo. Contudo, a estratégia desandou após Abilio entrar na Justiça para tentar mudar o Regimento Interno e assim facilicar a recondução de Paula, fazendo Dilemário acusar o grupo de descumprir a palavra e retomar sua própria candidatura.
A fala ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manter as exigências do Regimento Interno da Câmara, negando o pedido de liminar feito pela prefeitura que tentava derrubar a exigência de quórum qualificado (dois terços dos votos) para mudanças regimentais. O atual regimento exige o voto favorável de dois terços dos 27 parlamentares para a aprovação de um novo regimento interno.
A proposta beneficiaria Paula Calil, que não precisaria mais ter a maioria dos votos para ser reconduzida ao cargo. Sem a flexibilização das regras, ela fica impedida de disputar a reeleição dentro da mesma legislatura, uma vez que o grupo governista não dispõe atualmente dos 18 votos necessários para aprovar a alteração.
Ilde Taques consolidou um bloco com 13 parlamentares e avalia os passos seguintes. Embora Ilde tenha sinalizado publicamente abertura para negociar um possível consenso visando chapa única, as declarações do prefeito indicam que a disputa continuará acirrada nos tribunais e nos bastidores.
Com a negativa do TJMT, concorrem pela Mesa Diretora Ilde e Dilemário Alencar (União Brasil). O pleito está marcado para dia 6 de outubro, dois dias após as eleições gerais.














