VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O Santuário dos Elefantes do Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (67 km de Cuiabá), recebeu hoje (18) o elefante Sandro. O animal passou dois dias na estrada desde que deixou o Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba (SP), na quarta-feira (16).
A chegada foi registrada e divulgada nas redes sociais do santuário. As imagens mostram o veículo que transportou Sandro entrando no espaço e a equipe responsável acompanhando os primeiros momentos do elefante em seu novo lar.
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Sandro passará a viver no santuário ao lado das elefantas Maia, Rana, Mara, Bambi e Guillermina, após passar 40 anos no interior de São Paulo.
Sandro nasceu por volta de 1971 e foi capturado na Ásia quando ainda era filhote. Conforme informações divulgadas pelo santuário, ele foi levado ao Zoológico de Cauberg, na Holanda, onde passou por treinamento.
Depois, o animal veio para o Brasil com o circo Orlando Orfei, acompanhado de outros dois elefantes da mesma espécie. Após aproximadamente dez anos em atividades de circos itinerantes, Sandro foi encaminhado ao Zoológico Municipal de Sorocaba.
Ele permaneceu sozinho no local até 1995, quando passou a dividir o recinto com a elefanta Haisa, que veio do zoológico Beto Carrero. Os dois viveram juntos durante 25 anos.
Haisa morreu em 18 de novembro de 2020, em razão de problemas relacionados à artrose, uma doença degenerativa sem cura. Com a morte da companheira, Sandro voltou a ficar sozinho.
A transferência para Mato Grosso foi determinada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), após uma disputa judicial envolvendo o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Prefeitura de Sorocaba.
Na ação, o MP-SP apontou a perda da companheira e as condições do espaço onde Sandro vivia como motivos para que ele fosse encaminhado ao santuário. O órgão destacou que os elefantes são animais sensíveis, inteligentes e sociáveis, o que poderia tornar a permanência solitária prejudicial ao bem-estar do animal.
O Ministério Público também considerou que o recinto do zoológico era pequeno diante das necessidades e dos hábitos naturais da espécie.
Ao autorizar a transferência, o juiz Alexandre de Mello Guerra concluiu que o antigo local não oferecia as condições mais adequadas para garantir uma vida digna a Sandro. O magistrado também considerou que o santuário em Mato Grosso estava apto a recebê-lo.















