Montagem RepórterMT

Luiz Evaristo Ricci Volpato é investigado pela Polícia Federal por desvio de R$40 milhões do Conselho Federal de Odontologia
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O dentista Luiz Evaristo Ricci Volpato, investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Apolônia por supostas irregularidades na aplicação de R$40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO) em uma empresa privada de investimentos, é servidor efetivo da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e recebe o salário bruto mensal de cerca de R$19 mil, de acordo com o Portal da Transparência.
Com os descontos de previdência e imposto de renda, o rendimento cai para aproximadamente R$12 mil mensais.
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Atualmente, Volpato integra o Conselho Fiscal do Hospital do Câncer de Mato Grosso (HCanMT) como membro titular e foi cedido para atuar na unidade até o dia 31 de julho de 2027, de acordo com o Diário Oficial do Estado. A informação consta no site da instituição.
Atos administrativos do Estado apontam que a cessão do dentista para o HCan já passou por duas prorrogações, uma no período de 01 de agosto de 2023 a 31 de julho de 2025 e a outra no período atual de 1º de agosto de 2025 a 31 de julho de 2027.
Segundo as investigações, R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO) foram investidos na Solstic Capital, empresa que não tinha autorização do Banco Central ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado financeiro. A operação ocorreu entre 2021 e 2024, período em que Luiz Evaristo Ricci Volpato era tesoureiro do CFO.
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A Operação Apolônia, da Polícia Federal, investiga o destino dos recursos. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo, com apreensão de R$ 300 mil em espécie, veículos, celular e computador de Volpato, além do bloqueio de até R$ 57 milhões em bens e contas dos investigados.
O advogado de Volpato, Maurício Magalhães, afirma que ele foi vítima de um golpe articulado pelo então secretário-geral do CFO, Cláudio Yukio Miyake, e um advogado. Segundo a defesa, o investimento tinha como objetivo apoiar dentistas durante a pandemia e previa R$ 100 milhões, sendo R$ 40 milhões do CFO e R$ 60 milhões da Solstic.
Após a morte do proprietário da empresa, que teria cometido suicídio, o CFO teria perdido quase todo o valor investido, restando cerca de R$ 8 milhões.
Uma ação judicial busca recuperar o restante.














