VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O julgamento pelo Tribunal do Júri do ex-vereador e coronel da Polícia Militar Marcos Paccola, acusado de matar a tiros o agente penal Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, foi adiado para o dia 17 de novembro, às 9h. A decisão foi proferida pela juíza da 1ª Vara Criminal, Mônica Catarina Perri, nessa quinta-feira (17).
"Considerando a readequação da pauta, adio a sessão de julgamento do acusado Marcos Eduardo Ticianel Paccola, para o dia 17 de novembro de 2026, às 09h", diz trecho da decisão.
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Essa é a segunda remarcação do julgamento. Inicialmente, a sessão estava marcada para ocorrer no dia 27 de agosto, mas, por falta de advogado de defesa, foi remarcado para o dia 22 de outubro.
Agora, foi remarcado novamente a pedido do novo advogado constituído para defender Paccola, Claudio Dalledone Junior, que alegou que que já tem compromisso com outro julgamento no Tribunal do Júri de São Paulo no dia 22 de outubro.
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Dalledone também pediu que Mônica Perri se declare suspeita para continuar no processo, argumentando que a própria magistrada já declarou, em outros processos, que existe uma relação pessoal conflituosa com o jurista por causa de uma reclamação disciplinar em andamento no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O conflito entre Perri e Dalledone teve início durante o julgamento do policial civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, que foi condenado por matar o policial militar Thiago Ruiz. Na ocasião, o advogado acusou a magistrada de impedir a atuação regular da defesa e acionou o Tribunal de Defesa das Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Em resposta, Mônica Perri respondeu: "que se dane a OAB".
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O pedido de suspeição ainda não foi apreciado pela magistrada.
Claudio Dalledone também aguarda a autorização da juíza para ter acesso completo às provas que já foram produzidas e estão documentadas no processo.
O crime
O ex-vereador e coronel da Polícia Militar Marcos Paccola matou o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, conhecido como "Japão", a tiros na noite de 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
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O crime aconteceu na rua, em frente a uma distribuidora de bebidas, após o início de uma confusão no trânsito envolvendo a namorada da vítima, Janaína Sá.
Imagens de câmeras de segurança registraram que Alexandre tentava conter a companheira, que estava muito alterada, e segurava uma arma de fogo.
Ao chegar de carro ao local e notar o tumulto, Paccola desceu do veículo armado e, em uma ação que durou cerca de 15 segundos, aproximou-se por trás do agente socioeducativo e atirou três vezes contra ele. O resgate foi acionado logo em seguida, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime.
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Como consequência do crime, a Câmara Municipal de Cuiabá cassou o mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar ainda em 2022.
O ex-vereador responde por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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Tute 18/09/2026
Isso e concórdia. Está parecendo igual ao do policial que matou o PM que a magistrado Manica foi afastada. Eles fazem isso para ganhar tempo e ganhar o juri popular na canseira. Depois acontece de ser condenado por 2 anos kkkk em regime aberto com direito a café com pizza. Um absurdo o que nosso país está virando. O réu que tem dinheiro não dá nada e aqueles réu pobre vai preso rapidamente sem direito a um defensor público. E ainda querem culpar a magistrada, vejo isso que o TJ não deveria mudar a magistrada em razão de um adv que vem da caixa do caralho querendo aparecer no nosso MT. Se mudar e um desrespeito até para sociedade, pois no interior não existe isso em razão de ter somente um magistrado. Vamos fazer um exame: se tivesse só um magistrado eria afastar e esperar contratar outro para atender exclusivamente o caso do adv e isso que não pode acontecer.
1 comentários