Montagem/RepórterMT

Julgamento de Marcos Paccola pelo homicídios de Alexandre Miyagawa foi adiado para outubro
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
A juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Mônica Catarina Perri, adiou a sessão de julgamento pelo Tribunal do Júri do ex-vereador e coronel da Polícia Militar Marcos Eduardo Ticianel Paccola, acusado de matar a tiros o agente penal Alexandre Miyagawa, conhecido como “Japão”, em julho de 2022, em Cuiabá.
O julgamento, que estava marcado para esta quinta-feira (27), foi adiado para o dia 22 de outubro, às 9h.
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De acordo com a decisão, a mudança ocorre porque os advogados do réu renunciaram ao mandato no dia 14 de agosto e, até o momento, Paccola não constituiu uma nova defesa.
Ele foi intimado a constituir um novo advogado no prazo de 10 dias, no último dia 18, e declarou que não aceita ser representado pela Defensoria Pública. Como o prazo se encerra somente no dia 28, o julgamento precisou ser adiado.
“O prazo de 10 (dez) dias concedido ao acusado para a constituição de novo defensor, contado da intimação pessoal realizada em 18/08/2026, somente se exaure em 28/08/2026, data posterior à sessão de julgamento originalmente aprazada para 27/08/2026”, disse a juíza.
“Impõe-se, portanto, a redesignação da sessão de julgamento, de modo a assegurar o pleno exercício do direito de defesa e a regular constituição de patrono, prevenindo eventual nulidade”, acrescentou.
O crime
O ex-vereador e coronel da Polícia Militar Marcos Paccola matou o agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, conhecido como "Japão", a tiros na noite de 1º de julho de 2022, no bairro Quilombo, em Cuiabá.
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O crime aconteceu na rua, em frente a uma distribuidora de bebidas, após o início de uma confusão no trânsito envolvendo a namorada da vítima, Janaína Sá.
Imagens de câmeras de segurança registraram que Alexandre tentava conter a companheira, que estava muito alterada, e segurava uma arma de fogo.
Ao chegar de carro ao local e notar o tumulto, Paccola desceu do veículo armado e, em uma ação que durou cerca de 15 segundos, aproximou-se por trás do agente socioeducativo e atirou três vezes contra ele. O resgate foi acionado logo em seguida, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do crime.
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Como consequência do crime, a Câmara Municipal de Cuiabá cassou o mandato de Paccola por quebra de decoro parlamentar ainda em 2022.
O ex-vereador responde por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima.
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