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As irmãs Rhavenna, Lo Rhuama e Anatany Nina. Na montagem, destaque para Rhavenna ostentando armas
ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre o esquema que utilizava o disfarce de um projeto de evangelismo em presídios de Mato Grosso expõem a atuação coordenada de três irmãs. A denúncia detalha que o suporte a lideranças de uma fação era uma engrenagem comandada por Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida, Anatany Nina de Barcelos Souza Alves e Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi (conhecida como "Lolo").
Conforme noticiado anteriormente pelo
, Rhavenna foi alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil no dia 16 de julho. Ela era investigada por se aproveitar do papel de “missionária” e, através de um projeto religioso de uma igreja evangélica, para ingressar nas penitenciárias do Estado, onde mantinha ligação com integrantes da facção.
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O trio usava a fachada do grupo evangélico de missões "Resgatando Vidas", do qual também faziam parte Jéssi Mariane Araújo dos Anjos, Karolina Lopes Padilha, Wiara Lima Cadore e Lais Barbosa Lopes, valendo-se do livre trânsito garantido pela suposta atividade missionária na Penitenciária Central do Estado (PCE) para burlar os controles de segurança.
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Namorada de dois líderes de facção
A investigação que levou à prisão de Rhavenna Barcelos de Almeida, filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, aponta que ela mantinha relacionamentos com dois criminosos: Jonas Souza Gonçalves Júnior (vulgo "Batman" ou "K9") e o conselheiro final Renildo Silva Rios (vulgo "Veio", "Chapa" ou "Velhote", condenado a mais de 76 anos de prisão).
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Rhavenna Barcelos de Almeida e o "Bataman". Ele é filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, que também foram denunciados.
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Rahvena com Batman e "Velhote"
A proximidade com os líderes rendia regalias extravagantes e custeadas pelos cofres da facção. Conversas extraídas pela investigação mostram que as irmãs faziam exigências diretas aos presos. Em dezembro de 2025, Lo Rhuama pediu a Rhavenna que intercedesse junto a Renildo para que a facção financiasse a construção de um telhado novo em sua residência como "presente de Natal", pedido atendido meses depois com o envio de um pedreiro pago pelo grupo criminoso.
"Nos diálogos do dia 26/12/2025, Lo Rhuama pede para Rhavenna falar para Renildo que ela quer, como presente de Natal, um telhado novo para sua residência. Ainda, nesta data, ela diz que se a mãe perguntar é para Rhavenna informar que Renildo deu R$2.000,00 (dois mil) para pagar o mercado", diz trecho da denúncia.
A lista de exigências incluía ainda a cobrança por aparelhos celulares iPhone, como o solicitado por Lolo a "Batman", e repasses financeiros generosos via Pix.
Vida no crime
Rhavenna e os pais, os pastores Nivaldo e Orminda de Almeida, eram integrantes de um grupo autorizado a prestar assistência religiosa dentro de unidades prisionais de Mato Grosso. A Polícia Civil passou a investigar a família após receber informações sobre uma suposta ligação deles com integrantes de uma facção.
Segundo a investigação, a atividade religiosa teria sido utilizada para facilitar o contato com criminosos presos e, entre outras suspeitas, possibilitar a transmissão de recados e movimentações financeiras.
Rhavenna, Orminda e Nivaldo foram inicialmente indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou que os investigados e outras quatro pessoas citadas no inquérito fossem impedidos de participar de atividades de assistência religiosa dentro de unidades prisionais.
Ao Fantástico, a defesa de Rhavenna negou as acusações e afirmou que os fatos serão esclarecidos durante o processo. A defesa de Orminda também declarou que ela não possui qualquer participação com a organização criminosa. No dia 5 de setembro, Nivaldo de Almeida morreu em decorrência de um câncer.
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