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14 de Setembro de 2026, 18h:02 - A | A

PAPO RETO / BOICOTADO NO PL

“É o preço que se paga”, diz Medeiros sobre repasse mixaria

Vanessa Moreno/RepórterMT

Candidato ao Senado minimiza divisão interna no Partido Liberal e aponta que restrições financeiras fazem parte do jogo para quem decide não se alinhar

Candidato ao Senado minimiza divisão interna no Partido Liberal e aponta que restrições financeiras fazem parte do jogo para quem decide não se alinhar

DO REPÓRTERMT



O candidato ao Senado Federal, José Medeiros (PL), comentou a reclamação do candidato a deputado federal Thiago Boava (PL), que acusou a direção estadual do Partido Liberal de promover boicotes e estrangulamento financeiro de sua campanha. Questionado sobre as divergências internas, as queixas de escassez de verbas do fundo eleitoral e o racha no partido devido à recusa em subir no palanque majoritário da sigla, Medeiros tratou o cenário com pragmatismo.

Para ele, as restrições de repasses e o tratamento diferenciado dado a quem rejeita a aliança oficial do partido com o MDB e outros aliados são consequências naturais da dinâmica interna da legenda, citando o contraste com nomes que optaram por integrar a estratégia da cúpula, a exemplo do deputado estadual Gilberto Cattani (PL). As falas de Medeiros ocorreram nessa quarta-feira (9) durante o evento Diálogo com Candidatos ao Senado Federal, promovido pela Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso, na Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá.

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Medeiros, que concorre na majoritária, recebeu R$ 1 milhão de fundo eleitoral, Boava à federal R$ 400 mil e Cattani R$ 100 mil, segundo dados oficiais da Justiça Eleitoral. Para comparação, Janaina Riva (MDB) que concorre na mesma chapa de Medeiros, recebeu R$ 3,5 milhões de fundo eleitoral do seu partido.

"Isso é o preço que se paga por não ter a maioria no partido, então eu nem estou reclamando, porque isso aí eu já esperava. Eles têm o projeto deles, vão montar o projeto deles e vão investir em candidatos que resolveram comprar esse projeto. Eu escolhi ficar com Bolsonaro", declarou Medeiros.

A crise no PL mato-grossense vem se arrastando há meses, principalmente pela aliança com o MDB, e teve mais um capítulo na semana passada, quando Boava disparou críticas contra a direção partidária, afirmando ter sido sabotado após recusar o palanque encabeçado pela legenda no estado e romper com acordos costurados nacionalmente.

Veja o vídeo:

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