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14 de Setembro de 2026

14 de Setembro de 2026, 08h:55 - A | A

POLÍCIA / VIDA BANDIDA

Filha de pastores presa em Cuiabá namorava com dois líderes de facção em MT, aponta investigação

Polícia Civil aponta que Rhavenna Barcelos de Almeida mantinha relacionamentos com dois criminosos apontados como lideranças de uma facção com forte atuação em Mato Grosso.

Reprodução/Fantástico

Rhavenna namorava com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, e Renildo Silva Rios.

Rhavenna namorava com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, e Renildo Silva Rios.

KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A investigação que levou à prisão de Rhavenna Barcelos de Almeida, filha dos pastores Nivaldo de Almeida e Orminda de Almeida, aponta que ela mantinha relacionamentos com dois criminosos identificados pela Polícia Civil como lideranças de uma facção com forte atuação em Mato Grosso. Segundo informações reveladas pelo Fantástico, os dois teriam presenteado a investigada com joias, dinheiro e até um veículo.

Conforme noticiado anteriormente pelo , Rhavenna foi alvo da Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil no dia 16 de julho. Ela era investigada por se aproveitar do papel de “missionária” e, através de um projeto religioso de uma igreja evangélica, se aproveitar da função para ingressar nas penitenciárias do Estado, onde mantinha ligação com integrantes da facção.

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Um dos faccionados que Rhavenna mantinha relacionamento amoroso é Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”. Ele estava preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, unidade onde a família da investigada atuava como missionária.

Segundo a investigação, Batman conseguiu autorização para cumprir pena no regime semiaberto em setembro de 2024, mas rompeu a tornozeleira eletrônica poucos dias depois e fugiu para o Rio de Janeiro. A polícia afirma que Rhavenna mantinha contato frequente com ele, sabia onde estava escondido e chegou a viajar para encontrá-lo.

Mensagens analisadas pelos investigadores teriam mostrado, inclusive, o compartilhamento de localização e conversas sobre operações policiais realizadas no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. A polícia também aponta que a jovem teria participado de momentos de lazer no Rio de Janeiro custeados pelo grupo criminoso.

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Além de Batman, a investigação identificou um segundo relacionamento de Rhavenna com Renildo Silva Rios, apontado como um dos fundadores de uma facção em Mato Grosso e preso há mais de 20 anos por crimes como homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa. Mesmo estando preso, Renildo teria enviado presentes para Rhavenna, entre eles joias e um veículo.

Conversas obtidas durante a investigação indicaram ainda que Rhavenna tinha conhecimento da posição de destaque ocupada por Renildo dentro da organização criminosa.

Reprodução

Rhavenna Barcelos de Almeida

 

Ostentação dupla
A proximidade com os integrantes da mesma facção também teria proporcionado à Rhavenna uma rotina de ostentação, segundo a Polícia Civil. Materiais apreendidos durante a investigação incluem fotos e vídeos em que Rhavenna aparece com armas, grandes quantias em dinheiro, joias e veículos de luxo.

Um dos veículos exibidos por ela nas redes sociais era um Porsche avaliado em aproximadamente R$ 600 mil, que, segundo os investigadores, pertencia a Batman.

A investigação ainda identificou outras mulheres que frequentavam unidades prisionais como missionárias e que teriam mantido relacionamentos com integrantes da facção. Segundo a polícia, algumas delas foram indiciadas por falso testemunho após prestarem declarações consideradas falsas durante a apuração.

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Vida no crime
Rhavenna e os pais, os pastores Nivaldo e Orminda de Almeida, eram integrantes de um grupo autorizado a prestar assistência religiosa dentro de unidades prisionais de Mato Grosso. A Polícia Civil passou a investigar a família após receber informações sobre uma suposta ligação deles com integrantes de uma facção.

Segundo a investigação, a atividade religiosa teria sido utilizada para facilitar o contato com criminosos presos e, entre outras suspeitas, possibilitar a transmissão de recados e movimentações financeiras.

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Rhavenna, Orminda e Nivaldo foram inicialmente indiciados por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Justiça também determinou que os investigados e outras quatro pessoas citadas no inquérito fossem impedidos de participar de atividades de assistência religiosa dentro de unidades prisionais.

Ao Fantástico, a defesa de Rhavenna negou as acusações e afirmou que os fatos serão esclarecidos durante o processo. A defesa de Orminda também declarou que ela não possui qualquer participação com a organização criminosa. No dia 5 de setembro, Nivaldo de Almeida morreu em decorrência de um câncer.

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Reprodução

Rhavenna Barcelos de Almeida

 

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