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12 de Setembro de 2026

12 de Setembro de 2026, 15h:44 - A | A

POLÍCIA / FOI INTERNADO

Menor de 16 anos planejou massacre em escola de MT; tinha munições, faca e pesquisas sobre ataques

Investigação encontrou munições, faca, pesquisas sobre ataques em escolas e vídeo em que menor aparece durante disparo de arma de fogo

Polícia Civil - MT

Polícia Civil avaliou que havia risco elevado de que as ameaças fossem concretizadas

Polícia Civil avaliou que havia risco elevado de que as ameaças fossem concretizadas

DO REPÓRTERMT



Um menor de 16 anos foi apreendido pela Polícia Civil na manhã de hoje (12), em Nova Brasilândia (a 201 km de Cuiabá), após ser investigado por ameaçar alunos e supostamente planejar um massacre em uma escola estadual do município.

O mandado de internação provisória foi cumprido após investigações da Delegacia de Chapada dos Guimarães, com apoio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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Segundo a Polícia Civil, a apuração começou depois que o menor fez ameaças contra estudantes da unidade de ensino. Durante as diligências, os investigadores encontraram elementos que indicariam que ele se preparava para um possível ataque.

Conforme a polícia, o menor teria feito ameaças específicas sobre a realização de um massacre e mencionado detalhes de como pretendia agir.

Entre os materiais analisados pelos investigadores estão munições e uma faca relacionadas ao ambiente escolar. Também foram identificadas pesquisas sobre armas, violência e massacres ocorridos em escolas brasileiras, incluindo os ataques de Realengo, no Rio de Janeiro, e Suzano, em São Paulo.

O histórico de buscas ainda incluía conteúdos relacionados a armas, episódios de extrema violência e ataques contra unidades de ensino.

Durante a investigação, os policiais também tiveram acesso a um vídeo em que o menor aparece acompanhado de uma terceira pessoa, ainda não identificada, no momento em que ocorre um disparo de arma de fogo.

Para os investigadores, a gravação reforçou a suspeita de que o menor poderia ter familiaridade ou acesso a armamento.

Diante do conjunto de elementos levantados, a Polícia Civil avaliou que havia risco elevado de que as ameaças fossem concretizadas e representou à Justiça pela internação provisória.

A medida foi fundamentada nos indícios de autoria e materialidade, na gravidade dos fatos investigados e na necessidade de preservar a segurança do próprio menor e da comunidade escolar.

Segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos não apontavam apenas para manifestações de ameaça, mas para uma sequência de comportamentos que poderia indicar preparação para a prática de violência.

O menor permanece internado à disposição da Justiça.

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