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14 de Setembro de 2026, 14h:53 - A | A

POLÍCIA / 16 ANOS DE CADEIA

STF mantém condenação de dentista de MT por tráfico de drogas e associação para o tráfico

Defesa alegou que Mara Kenia Dier Lucas fez transações bancárias e alugou veículo sem conhecer a finalidade criminosa; Cármen Lúcia entendeu que recurso exigiria reanálise de provas.

Reprodução

Mara Kenia está presa por tráfico de drogas em Mato Grosso.

Mara Kenia está presa por tráfico de drogas em Mato Grosso.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A dentista Mara Kenia Dier Lucas teve mantida a condenação a 16 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento ao recurso apresentado pela defesa, que buscava anular a condenação ou obter a absolvição. A decisão foi publicada nesse domingo (13).

Mara foi condenada inicialmente pela 1ª Vara Criminal de Barra do Garças a 21 anos de prisão e 3.101 dias-multa. Em recurso, a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reduziu a pena para 16 anos e 8 meses, além de 2.466 dias-multa, mas manteve as condenações pelos crimes. A prisão preventiva também havia sido mantida pelo Tribunal.

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Segundo o acórdão citado na decisão do STF, Mara participou da logística de três episódios de tráfico interestadual, por meio da locação de veículos, pagamento de despesas e movimentações financeiras. O TJMT apontou ainda que ela e Flávio Henrique Lucas mantinham vínculo estável em uma associação voltada ao tráfico de drogas.

Ao recorrer ao STF, a defesa alegou falhas na fundamentação da condenação e sustentou que Mara teria realizado transações bancárias e alugado um veículo a pedido do então marido, sem ter conhecimento da finalidade criminosa.

Cármen Lúcia concluiu que a revisão do entendimento do TJMT exigiria uma nova análise das provas do processo, o que não é permitido nessa modalidade de recurso no Supremo.

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Recorde o caso

Conforme a Polícia Federal, o grupo criminoso situado em Cuiabá enviava drogas e armas escondidas em fundos falsos produzidos em veículos alugados, tendo como destino diversas regiões no Brasil.

As averiguações tiveram início em agosto de 2023, durante a prisão em flagrante de uma pessoa que transportava cerca de 40 quilos de droga em um fundo falso de veículo. As investigações foram aprofundadas, fazendo com que a polícia chegasse aos líderes do grupo criminoso.

O nome da operação deriva do verbo "escamotear'', que significa: “encobrir (algo) com rodeios ou subterfúgios”, fazendo alusão ao modus operandi do grupo, que transportava os entorpecentes em fundos falsos produzidos nos veículos (transportar a droga escondida/escamoteada).

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