VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O dentista de Cuiabá Evaristo Volpato está entre os investigados na Operação Apolônia, deflagrada pela Polícia Federal hoje (17). A ação apura supostas irregularidades na destinação de aproximadamente R$ 40 milhões do Conselho Federal de Odontologia (CFO), além de possíveis crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que recursos do CFO foram repassados a uma empresa privada encarregada de administrar investimentos. Segundo a Polícia Federal, a empresa não tinha autorização do Banco Central nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para operar no mercado financeiro.
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Até o momento, a PF não informou qual seria a participação específica de Evaristo Volpato nas supostas irregularidades. A operação foi realizada para aprofundar as investigações e reunir novos elementos sobre a destinação do dinheiro.
Ao todo, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e São Paulo. As ordens foram expedidas pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal.
Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 300 mil em dinheiro vivo, além de veículos. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 57 milhões em contas e bens vinculados às pessoas e empresas investigadas.
As medidas judiciais atingem ex-dirigentes do Conselho Federal de Odontologia e empresários. A Polícia Federal não divulgou a relação completa dos alvos nem os locais onde os mandados foram cumpridos.
De acordo com os investigadores, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, como a distribuição dos recursos entre diferentes contas, transferências envolvendo empresas e pessoas relacionadas aos investigados e remessas internacionais.
A suspeita é de que essas operações tenham sido utilizadas para dispersar os valores e dificultar o rastreamento do dinheiro. Os documentos, equipamentos e demais materiais recolhidos durante as buscas serão analisados pela Polícia Federal.
A investigação continua para identificar a participação de cada envolvido e esclarecer o destino dos recursos. Os investigados poderão responder por peculato e lavagem de dinheiro caso as suspeitas sejam confirmadas.
O
entrou em contato com o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e com o Conselho Regional de Odontologia, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
A reportagem também tentou contato com Evaristo Volpato, mas não obteve retorno. O espaço permanece aberto aos citados.














