DO REPÓRTERMT
Uma prática sexual de risco atribuída a festas clandestinas e “pancadões” de São Paulo voltou a chamar atenção após reportagem exibida pelo Balanço Geral, da Record, nesta quarta-feira (16).
Segundo a reportagem, estruturas de madeira com diversos buracos seriam instaladas em alguns desses eventos para que jovens mantenham relações sexuais sem sequer ver a pessoa que está do outro lado da estrutura. A prática ficou conhecida como “tábua do sexo”.
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Os relatos ganham maior gravidade pela presença de adolescentes nos pancadões. O problema já chegou à Câmara Municipal de São Paulo. Durante discussão sobre festas clandestinas, em 2025, o vereador Rubinho Nunes afirmou que havia informações sobre meninas de 12 e 13 anos expostas a práticas sexuais nesses ambientes. A declaração foi registrada oficialmente pelo Legislativo paulistano.
Os chamados pancadões também foram alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. A CPI foi instalada para investigar possíveis omissões do poder público na fiscalização de festas clandestinas e perturbação do sossego. O relatório final foi aprovado em abril de 2026.
De acordo com a Record, além da prática sexual de risco, autoridades relataram durante as investigações problemas envolvendo venda irregular de bebidas para menores, drogas e presença de armas nesses eventos.
A expressão “filhos da madeira” também passou a circular nas redes sociais associada a supostas gravidezes decorrentes desses encontros.
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