VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
O vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), desembargador Marcos Machado, mandou incluir o nome do ex-deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nos cadastros de inadimplentes em razão de uma dívida de R$ 32.424,68, decorrente da prestação de contas da campanha eleitoral de 2022, quando ele tentava uma vaga de deputado federal.
A informação consta em um cumprimento de sentença publicado hoje (17), no Diário de Justiça Eletrônico.
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Além da negativação do nome, o magistrado mandou colocar uma restrição de circulação sobre um veículo Mini Cooper em nome do ex-deputado. O carro já estava com restrição de transferência, embora não tenha sido localizado.
Marcos Machado determinou ainda a pesquisa de eventuais imóveis em nome de Gilmar Fabris para que, se encontrados, sejam tornados indisponíveis até o valor necessário para garantir o pagamento da dívida.
As medidas são necessárias, pois Gilmar Fabris não pagou a dívida voluntariamente e não foram encontrados valores em dinheiro suficientes para quitar o débito. Por isso, a União Federal pediu novas formas para localizar os bens.
"No caso, diante da ausência de pagamento voluntário e da inexistência de ativos financeiros para garantia da execução do débito de R$ 32.424,68, foi realizada a restrição de transferência do
veículo I/MINI COOPER e determinada a sua penhora e avaliação, com nomeação do executado como depositário. Porém, o bem não foi localizado", diz trecho da publicação.
A União havia pedido também para consultar informações fiscais e patrimoniais, incluindo declarações dos últimos cinco anos. Contudo, a análise do pedido ficou para ser analisada depois.
Após os bloqueios necessários, a União terá 10 dias para informar ao TRE os resultados e, se preciso, pedir novas providências para continuar a cobrança.
Gilmar Fabris possui histórico de envolvimento em escândalo de corrupção e condenações judiciais. Apesar disso, ele tenta voltar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) como candidato a deputado estadual nas eleições deste ano.
Entre os escândalos está uma prisão, em setembro de 2017, pela Polícia Federal durante a Operação Malebolge, desdobramento da Operação Ararath.
Na época, Fabris era deputado estadual e foi alvo de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após ser flagrado em imagens da Polícia Federal escondendo malas de dinheiro em seu apartamento.
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Ele também foi apontado em delações premiadas como integrante de esquema de corrupção sistêmica e recebimento de propinas na gestão do ex-governador Silval Barbosa para garantir apoio na Assembleia Legislativa.
Além disso, o ex-deputado já foi condenado em 2025 a 3 anos e 3 meses de reclusão em regime aberto por permitir que parentes utilizassem indevidamente cartões de combustível do Legislativo, e firmou, em 2026, um acordo de R$ 900 mil com o Ministério Público para encerrar um processo de improbidade administrativa ligado a um esquema de "rodízio de parlamentares" viabilizado por licenças médicas fraudulentas.
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Em 2018, foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) a mais de 6 anos de prisão em regime semiaberto pelo crime de peculato, sob a acusação de desviar R$ 1,5 milhão da Assembleia Legislativa por meio de fraudes com cheques em 1996.
Em seu registro de candidatura este ano, Gilmar Fabris declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral.
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