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17 de Setembro de 2026

13 de Agosto de 2026, 15h:20 - A | A

POLÍTICA / CANDIDATO A DEPUTADO

Com histórico de escândalos de corrupção, Gilmar Fabris volta às urnas e declara não ter um centavo

Candidato a deputado estadual pelo PSD coleciona décadas na política marcadas por operações da PF, cassação, prisão e uma curiosa oscilação em seus bens declarados.

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Envolvido em diversos processos, Gilmar Fabris volta à cena política como candidato a deputado estadual

Envolvido em diversos processos, Gilmar Fabris volta à cena política como candidato a deputado estadual

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Veterano na política mato-grossense, o ex-deputado Gilmar Fabris (PSD) registra mais uma empreitada nas urnas nas eleições de 2026. Tentando retornar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Fabris volta a chamar a atenção não apenas pelo longo histórico de mandatos e disputas, mas também pelo contraste em suas declarações oficiais de patrimônio e pela extensa ficha de controvérsias e escândalos que marcaram sua trajetória pública.

Ao longo das últimas duas décadas, o candidato acumulou participações em sucessivos pleitos estaduais. Em 2006, concorrendo pelo então PFL, declarou não possuir bens à Justiça Eleitoral. O cenário mudou expressivamente nos anos seguintes. Em 2010 ele era filiado ao DEM e informou um patrimônio de R$ 320.000,00 referentes a dois imóveis rurais em Rondonópolis.

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O salto financeiro mais expressivo ocorreu em 2014, quando filiado ao PSD declarou R$ 5 milhões em créditos decorrentes de alienação e parceria em atividade rural.

Quatro anos depois, em 2018, manteve patamar elevado ao declarar que tinha R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo. No entanto, o gráfico patrimonial despencou nas disputas seguintes: em 2022, quando concorreu a deputado federal, e agora em 2026, na nova tentativa para a Assembleia Estadual, Fabris voltou a declarar patrimônio zerado, informando não possuir nem um centavo.

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Passado de escândalos e investigações

A trajetória de Gilmar Fabris na vida pública é formada por diversos escândalos. O episódio mais drástico ocorreu em setembro de 2017, quando foi preso preventivamente pela Polícia Federal durante a Operação Malebolge, desdobramento da Operação Ararath.

Na época, Fabris era deputado estadual e foi alvo de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após ser flagrado em imagens da Polícia Federal escondendo malas de dinheiro em seu apartamento, além de ser apontado em delações premiadas como integrante de esquema de corrupção sistêmica e recebimento de propinas na gestão do ex-governador Silval Barbosa para garantir apoio na Assembleia Legislativa.

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A prisão gerou forte repercussão nacional e resultou em seu afastamento temporário.

Além do escândalo de corrupção e lavagem de dinheiro ligado à Ararath e à Malebolge, a trajetória de Fabris é pontuada por sucessivas turbulências eleitorais.

O político colecionou processos por abuso de poder econômico, captação ilícita de votos e disputas judiciais recorrentes junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que transformou suas candidaturas e mandatos em alvos constantes de contestações jurídicas.

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