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16 de Setembro de 2026, 18h:41 - A | A

POLÍTICA / PRESSÃO INTERNACIONAL

Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV e pede 'medidas enérgicas' com urgência

Em documento, presidente afirma que facções brasileiras são 'ameaça à segurança mundial'. Relatório também faz críticas a outros países e acenos a governos latinos recém-eleitos.

Adriano Machado/Reuters; Evelyn Hockstein/Reuters

Em relatório enviado ao Congresso dos EUA, presidente americano afirma que governo brasileiro deve adotar medidas urgentes contra as duas facções.

Em relatório enviado ao Congresso dos EUA, presidente americano afirma que governo brasileiro deve adotar medidas urgentes contra as duas facções.

G1



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de ter falhado no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). As afirmações estão em um documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16).

No relatório enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente pede que o governo Lula adote, "com urgência, medidas enérgicas para enfrentar" os grupos. PCC e CV foram incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.

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O documento diz ainda que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental estão tomando "medidas corajosas" para erradicar cartéis, o Brasil não está enfrentando o PCC e o CV.

Segundo o relatório, as facções criminosas brasileiras "transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína".

"Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam", diz.

No documento, Trump afirma ainda que as duas facções constituem uma "ameaça à segurança mundial".

Nos bastidores, os repórteres Ricardo Abreu e Guilherme Balza, da GloboNews, apuraram que diplomatas brasileiros avaliam que o documento reforça o viés da política externa de Trump na América Latina.

A avaliação também é de que há seletividade por parte da Casa Branca. O mesmo documento faz acenos a novos governos eleitos na América do Sul que também foram apontados por falhas no combate às drogas, mas estão alinhados a Trump. Veja mais abaixo.

O relatório é entregue anualmente pelo governo dos EUA ao Congresso e apresenta um panorama da situação do tráfico de drogas no mundo.

Outros países
O mesmo documento assinado por Trump listou países classificados pelos EUA como locais de trânsito ou produção de drogas e fez críticas. O Brasil não está nessa relação. Veja a seguir:

Afeganistão;
Bahamas;
Belize;
Bolívia;
China;
Colômbia;
Costa Rica;
República Dominicana;
Equador;
El Salvador;
Guatemala;
Haiti;
Honduras;
Índia;
Jamaica;
Laos;
México;
Mianmar;
Nicarágua;
Paquistão;
Panamá;
Peru;
Venezuela.

O relatório do presidente afirma que, no último ano, Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também falharam em cumprir as obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos pediram que México e Canadá se esforcem mais para impedir a entrada de drogas no país.

- Em relação ao Canadá, os EUA querem que o governo local adote medidas para acabar com laboratórios clandestinos de drogas.
- Sobre o México, a Casa Branca pede medidas contra organizações narcoterroristas que dominam territórios no país.

Trump também fez críticas à China. No documento ele afirma que, apesar de ter conversado com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos EUA, o país precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção da droga.

O presidente norte-americano aproveitou o relatório para citar mudanças políticas em países da América do Sul. Segundo o documento, mudanças recentes de governo em alguns países "criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos".

Entre os exemplos citados de forma positiva estão Venezuela, Bolívia e Colômbia. Segundo o relatório, houve avanços nesses países, mas novas medidas ainda são necessárias.

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