KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O bebê E. R. G., de apenas 4 meses, estava chorando ao lado da mãe, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, enquanto ela era atacada a facadas pelo próprio marido, Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, na Fazenda Mata Verde, na zona rural de Luciara (a 1.080 km de Cuiabá), no interior de Mato Grosso. A informação foi revelada pelo delegado Daniel Moura, da Polícia Civil do município, em entrevista ao
na manhã de hoje (18).
Segundo o delegado, que é responsável pelas investigações, o irmão de Taymilla, de 18 anos, chegou à fazenda após a jovem ligar para a família pedindo ajuda. Ao entrar no local, ele encontrou Jailton atacando a irmã com uma faca. O rapaz foi ameaçado pelo cunhado e precisou fugir para buscar socorro.
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Conforme o responsável pelo caso, o bebê estava próximo da mãe durante o ataque e chorava. Para o delegado, esse detalhe aponta que é pouco provável que o bebê já tivesse sido atingido naquele momento. De acordo com os elementos já levantados, Jailton primeiro atacou a esposa e em seguida matou o próprio filho.
Crime
Taymilla havia ligado para a mãe antes do ataque e avisado que o marido iria matá-la. O irmão dela foi até a propriedade para tentar socorrê-la, mas chegou quando a agressão já estava acontecendo.
A jovem e o bebê foram mortos na quinta-feira (17). Conforme revelado anteriormente pelo delegado ao
, Taymilla sofreu aproximadamente 40 facadas, enquanto o bebê teria sido atingido cerca de cinco vezes na região do peito. A quantidade exata ainda depende da conclusão dos laudos periciais.
Jailton foi preso em flagrante após ser localizado em uma das casas da fazenda. O casal estava junto havia cerca de oito anos e tinha outros três filhos, todos menores de oito anos, que moravam com a avó materna em Porto Alegre do Norte (1.021 km de Cuiabá).
As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil para esclarecer a dinâmica e as circunstâncias do crime.
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Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.















