Karine Arruda/RepórterMT

Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, criticou o aumento dado pelo Governo Lula há 17 dias das eleições.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disparou críticas contra o reajuste de R$ 91 anunciado pelo Governo Federal para o programa Bolsa Família, elevando o benefício de R$ 600 para R$ 691. Para o chefe do Executivo, a medida tem forte viés eleitoral e reflete o desespero da base governista com a proximidade das eleições, que ocorrem em 4 de outubro, além do crescimento do nome de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas.
"Acho que é a questão eleitoreira, mas que pelo menos fizessem bem feito, né? O cara às vésperas da eleição aumentar R$ 91!! Isso é muito pouco. Já que vai tentar comprar o voto do eleitor com o aumento do Bolsa Família, pelo menos que aumente para R$ 850, R$ 91 não dá para comprar uma cesta básica", alfinetou o prefeito.
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As falas foram dadas na noite dessa quinta-feira (17) no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, durante o Encontro da Direita realizado pelo candidato ao Senado Zé Medeiros (PL).
Segundo Abilio, o valor é insuficiente para mudar a realidade das famílias beneficiadas e ironizou a atuação dos órgãos fiscalizadores, afirmando que, se medidas semelhantes fossem adotadas por gestões de oposição, haveria proibição.
O prefeito também apontou que a esquerda tem perdido espaço político em regiões tradicionais, como o Nordeste, avaliando que a população está cansada e que o avanço do agronegócio tem transformado o cenário político local.
Além de criticar o valor do repasse, Abilio cobrou alterações nos critérios dos programas assistenciais. Para ele, as regras atuais penalizam quem busca a formalização no mercado de trabalho.
"Aproveita e já altera o Bolsa Família para que a pessoa que quer trabalhar não perca [o benefício]. Deixa a pessoa trabalhar e ter o Bolsa Família como auxílio de sobrevivência. E também eu até falo do BPC, que é para a pessoa com deficiência: a pessoa que vai trabalhar perde o BPC, então pelo menos mude essas regras", defendeu.
Com a atualização, o benefício médio pago pelo programa deverá subir de R$ 675 para R$ 777, segundo o Ministério do Planejamento. A diferença entre o piso e a média ocorre porque o programa prevê adicionais conforme o número e o perfil dos integrantes da família, como crianças, adolescentes e gestantes.
A medida foi anunciada a 17 dias das eleições. O governo nega motivação eleitoral e afirma que o reajuste de 15% recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação, que acumulou 17% desde o último aumento, em 2023.
Na noite desta quinta-feira, o candidato à Presidência Renan Santos (Missão) entrou com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o aumento, pedindo a suspensão da medida até o ano que vem para resguardar a isonomia e a paridade entre os candidatos.














