Montagem/RepórterMT

Delegado Daniel Moura afirmou que o duplo assassinato cometido por Jailton Gonçalves Barreira foi chocante.
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
O delegado Daniel Moura, da Polícia Civil de Luciara (a 1.080 km de Cuiabá), afirmou ao
que, em 10 anos de atuação, nunca havia visto uma cena tão chocante quanto a do assassinato de Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e do filho dela, E. R. G., de apenas 4 meses. Eles foram mortos a facadas pelo marido e pai da criança, Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, na última quinta-feira (17).
“É chocante. Eu vendo por foto, eu tenho mais de 10 anos de polícia. Antes eu fui policial em Minas, né? E depois em São Paulo, nunca vi nada parecido. Até por foto a gente fica chocado”, relatou o delegado em entrevista ao
.
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A brutalidade do crime também chamou a atenção do perito responsável pelos exames no local. Segundo Daniel Moura, o profissional relatou que, em todo o período de atuação na área, nunca havia se deparado com uma cena daquela proporção.
A perícia ainda não foi concluída, mas o delegado informou que a estimativa inicial é de que Taymilla tenha sofrido mais de 40 facadas e o bebê, cerca de cinco. A criança teria sido atingida na região do peito, enquanto a mãe apresentava ferimentos nas costas, no tronco e no rosto.
O crime ocorreu em uma propriedade rural na região de Luciara. Taymilla havia ligado para a mãe pouco antes e avisado que o marido iria matá-la. O irmão dela, de 18 anos, foi até a fazenda para tentar socorrê-la e encontrou Jailton atacando a jovem.
Segundo o delegado, o rapaz chegou a ver o cunhado esfaqueando a irmã, mas, ao ser ameaçado, correu para buscar ajuda. Naquele momento, o bebê ainda estava vivo e chorando próximo à mãe.
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Jailton foi localizado posteriormente em uma das casas da Fazenda Mata Verde e preso em flagrante. Durante o interrogatório, ele afirmou que havia sido agredido pela companheira com pauladas e que teria perdido a cabeça durante uma discussão.
O casal estava junto havia cerca de oito anos e tinha outros três filhos, todos menores de oito anos, que moravam com a avó materna em Porto Alegre do Norte, também no interior de Mato Grosso.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.














