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24 de Setembro de 2026

24 de Setembro de 2026, 10h:49 - A | A

POLÍTICA / ÁREAS SÃO PRIVADAS

Abilio denuncia que Energisa apresentou contrato com assinatura falsificada de Wellaton para cobrar da prefeitura luz de condomínios

Checagem técnica da Limpur revelou documento com indícios de fraude apresentado pela Energisa Mato Grosso para justificar repasses irregulares de iluminação em áreas privadas de Cuiabá.

Karine Arruda/RepórterMT

Auditoria apura pagamentos por vias privadas e suspeita de assinaturas falsas

Auditoria apura pagamentos por vias privadas e suspeita de assinaturas falsas

ANA ADÉLIA JÁCOMO
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A Prefeitura de Cuiabá investiga uma fraude documental que autorizou a concessionária Energisa a cobrar energia elétrica do município referente a ruas em condomínios fechados. Durante coletiva de imprensa nessa quarta-feira (23), o prefeito Abílio Brunini (PL) revelou que a gestão identificou um contrato forjado apresentado pela Energisa, contendo uma falsificação da assinatura do diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton. (Veja o vídeo no final da matéria).

De acordo com o chefe do executivo, o esquema veio à tona após o trabalho de uma equipe técnica da autarquia, que realiza a atualização do mapa de pontos de iluminação pública na capital para a substituição de luminárias tradicionais por tecnologia LED. Durante o levantamento, os técnicos constataram que a concessionária contabilizava e cobrava pontos de luz situados no interior de condomínios fechados, o que motivou questionamentos da prefeitura.

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Em resposta aos apontamentos técnicos, a Energisa apresentou um lote de documentos com o objetivo de comprovar que o município havia dado o aceite prévio para a inclusão daquelas unidades na fatura pública. No entanto, a análise pericial interna apontou que pelo menos um dos documentos era falso.

Segundo o prefeito, a peça continha uma assinatura digitalizada de Felipe Wellaton impressa no papel para simular a anuência da administração pública. A prefeitura sustenta que o documento nunca foi produzido pelo órgão municipal e que a responsabilidade pelo protocolo perante a concessionária teria partido de uma construtora dos empreendimentos, e não da gestão pública.

"Um desses papéis era um documento falso que tinha uma assinatura não feita pelo Wellaton. Pegaram, escanearam uma assinatura do Wellaton e imprimiram falando que ele tinha dado [o aceite]", explicou Abilio.

Ressarcimento

Enquanto a concessionária iniciou a notificação dos condomínios para a transferência de titularidade das contas de luz das vias internas, Abilio diz que a prefeitura articula medidas para reaver os valores repassados indevidamente ao longo dos últimos 5 anos.

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A prefeitura informou que todo o material probatório levantado durante a auditoria técnica será encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). O objetivo é a propositura de uma ação civil pública para o ressarcimento integral dos cofres públicos pelos montantes pagos à Energisa com recursos da CIP (Contribuição de Iluminação Pública).

A medida afeta todos os condomínios fechados e loteamentos privados de Cuiabá que possuem vias internas e sistema de posteamento equiparado à iluminação pública. A gestão municipal reforça que a relação de consumo para o fornecimento de energia nessas áreas restritas ocorre diretamente entre a concessionária e os empreendimentos privados, cabendo à prefeitura apenas cobrar a devolução do dinheiro público que teria sido cobrado de forma irregular.

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Veja o vídeo:

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