RepórterMT/Vanessa Moreno

Para Cury, a estrutura do Bolsa Família acaba criando barreiras para a inserção produtiva de dezenas de milhões de cidadãos.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
Em passagem por Cuiabá hoje (24), o escritor, psiquiatra, empresário e candidato à Presidência da República, Augusto Cury, criticou duramente o formato atual de programas de transferência de renda Bolsa Família a um fenômeno psicológico. Durante coletiva de imprensa, ele afirmou que o benefício social do Governo Lula assumiu contornos de dependência comportamental comparáveis à Síndrome de Estocolmo, condição em que reféns ou vítimas de abusos desenvolvem laços de afeto ou lealdade com seus próprios agressores.
"Nós precisamos nunca esquecer da Síndrome de Estocolmo. Na década de 70, dois sequestraram quatro pessoas que ficaram como reféns por dias, e quando eles saíram, todo mundo, os jornalistas ficaram impressionados, acharam que esses sequestrados iriam denunciar os sequestradores, e não ocorreu isso, eles desenvolveram uma certa empatia".
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Para Cury, a estrutura do Bolsa Família acaba criando barreiras para a inserção produtiva de dezenas de milhões de cidadãos. "O Brasil está com dezenas de milhões de pessoas que estão no Bolsa Família, mas se nós dermos condições para que eles assinem a carteira ou tenham uma microempresa, sem medo de perder o benefício, milhões de pessoas no Brasil todo poderão entrar no mercado de trabalho e eles não estão entrando", argumentou.
O candidato também mirou suas críticas nos principais nomes da polarização: o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo Cury, a meta de sua campanha é alcançar o segundo turno para enfrentar diretamente o atual modelo de governo.
"O Lula tem medo que eu vá para o segundo turno", declarou, acrescentando que pretende questionar a atual gestão sobre indicadores econômicos e sociais. "Eu quero chegar diante do Lula e perguntar: por que você se denomina 'pai da pobreza' onde 82% das famílias estão endividadas? Onde está o pai? Na verdade, ele não é pai dos pobres, é pai da pobreza."
Além de criticar o cenário fiscal e o endividamento das famílias, o candidato defendeu uma reformulação profunda no ensino médio brasileiro para combater o déficit de qualificação profissional, propondo a inclusão massiva de cursos técnicos voltados a áreas como tecnologia de informação, marketing digital e inteligência artificial.
Veja o vídeo:















josi 24/09/2026
Excelente teórico e péssimo para sugestões práticas, lembrei do drone
Alienígena 24/09/2026
E os drones? Para a proteção das mulheres contra o feminicidio? Esse Zé ruela ja passou fome? Ja comeu calango? Creio que não, então nao fale besteira
2 comentários