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06 de Novembro de 2026, 09h:00 - A | A

POLÍTICA / PARA DEIXAR PRISÃO

Sérgio Ricardo e outros três alvos da Operação Tomada de Contas recorrem ao STF

Sérgio Ricardo, Roseli Loss e outros dois investigados pediram habeas corpus; ministro Dias Toffoli solicitou manifestação da PGR antes de decidir

Montagem/RepórterMT

Sérgio Ricardo, Roseli Loss, Grhegory Paiva e Adriangelo Barros recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar deixar a prisão

Sérgio Ricardo, Roseli Loss, Grhegory Paiva e Adriangelo Barros recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar deixar a prisão

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Quatro alvos da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal no dia 29 de outubro para investigar um suposto esquema de irregularidades no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), entraram com habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para se livrar da prisão.

São eles: o presidente afastado da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida; a ex-chefe de gabinete dele, Roseli Loss; e os ex-servidores Grhegory Paiva Pires Moreira Maia e Adriangelo Barros Antunes.

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Em despachos publicados nessa quinta-feira (5), o ministro Dias Toffoli pediu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir se solta ou não os quatro investigados.

A PGR já havia se manifestado contra a prisão dos alvos na decisão que autorizou o cumprimento dos mandados, proferida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes.

Operação Tomada de Contas

A Operação Tomada de Contas investiga um esquema de desvio de recursos públicos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), por meio de contratos administrativos e pagamentos irregulares a conselheiros, servidores e pessoas ligadas ao grupo investigado.

O valor do prejuízo é estimado em R$ 145 milhões. Contudo, o valor total do rombo financeiro ainda não foi completamente identificado.

Segundo a Polícia Federal, o esquema funcionava por meio de portarias que simulavam uma crise orçamentária para justificar a suspensão de contratos, enquanto determinadas empresas continuavam recebendo pagamentos e devolviam parte dos valores aos envolvidos.

Os repasses eram realizados pelo canal destinado aos fornecedores, fora da folha regular do tribunal, e posteriormente convertidos em dinheiro vivo por meio de saques e ordens bancárias avulsas.

Seis pessoas foram presas preventivamente: o presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, apontado como líder do grupo; o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, indicado como principal destinatário dos recursos e articulador jurídico e financeiro; o assistente jurídico Gustavo Fernandes da Silva e o assessor jurídico Felipe José Glinke, apontados como operadores financeiros; Roseli Loss, chefe de gabinete de Sérgio Ricardo, identificada como responsável por saques e entregas de dinheiro; e Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente e ex-cunhado do presidente, apontado como responsável pelo transporte de valores em espécie.

A investigação identificou mais de R$ 75 milhões em movimentações nas contas de Sérgio Ricardo e atribuiu recebimentos de R$ 32,3 milhões a Grhegory, R$ 15,8 milhões a Gustavo, R$ 9,9 milhões a Felipe e aproximadamente R$ 2,2 milhões a Adriangelo. Também foram identificados saques de cerca de R$ 3,5 milhões realizados por Roseli.

LEIA MAIS: Decisão do STJ detalha participação de cada investigado em esquema no TCE-MT

Outras 15 pessoas foram alvos de mandados de busca e apreensão: os conselheiros Guilherme Antônio Maluf e José Carlos Novelli; o ex-procurador de Contas e conselheiro Alisson Carvalho de Alencar; o conselheiro aposentado Valter Albano da Silva; o secretário executivo de Orçamento, Finanças e Contabilidade, Maurício Marques Júnior; o técnico de controle público externo, coordenador da execução orçamentária e contador-chefe, Edson Luiz Ribeiro de Oliveira; o auditor público externo e secretário do Sistema de Controle Interno, Carlos Alexandre Pereira; o secretário executivo de Gestão de Pessoas, Eneias Viegas da Silva; o fiscal de tributos cedido ao TCE-MT e secretário executivo de Planejamento, Adjair Roque de Arruda; o assistente técnico-financeiro, Carlos Felipe de Oliveira Almeida; o secretário de Tecnologia da Informação, Olavo Lage Filho; o técnico de controle público externo, Jocimauro Bento do Carmo; o consultor técnico-jurídico comissionado, Carlos Romeu Rodrigues Medeiros; o ex-chefe de gabinete de comissão permanente, Vitor Turri Romano; e o assessor técnico-jurídico, Márcio Antônio Silvério.

Autorizada pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a operação mobilizou mais de 180 policiais federais e cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

No balanço final, foram apreendidos pela PF R$ 4.360.607 em espécie, US$ 106.865 (dólares), € 19.870 (euros), £ 2 mil (libras esterlinas) e 3.650 pesos argentinos, além de 27 celulares, 31 veículos, 16 armas de fogo, 6.512 munições, 167 relógios e 112 garrafas de vinho.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, também foi registrado um termo circunstanciado de ocorrência relacionado a drogas.

Com o servidor Jocimauro, a Polícia Federal encontrou 16 armas de fogo, sendo uma irregular, cerca de seis mil munições, ouro, R$ 600 mil, US$ 25 mil (dólares) e € 10 mil (euros), todos em espécie e acondicionados em cofres, sacolas, mochilas e bolsas. Ele chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após pagar uma fiança de 60 salários mínimos.

LEIA MAIS: PF apreende mais de R$ 4,3 milhões, 167 relógios, 31 veículos e armas em operação que prendeu presidente do TCE-MT

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Novo presidente

Com o afastamento de Sérgio Ricardo da presidência do TCE-MT, o conselheiro Waldir Teis assumiu o comando da Corte e determinou a exoneração de 16 servidores investigados. São eles: Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, Roseli Loss, Adjair Roque de Arruda, Carlos Alexandre Pereira, Carlos Felipe de Oliveira Almeida, Carlos Romeu Rodrigues Medeiros, Edson Luiz Ribeiro de Oliveira, Eneias Viegas da Silva, Jocimauro Bento do Carmo, Maurício Marques Júnior, Márcio Antônio Silvério, Olavo Lage Filho e Vitor Turri Romano.

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Os investigados podem responder por crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Alcione Vieira 06/11/2026

Gente, que absurdo é esse? É revoltante! É dinheiro, relógios, carros e tantas outras coisas envolvidas, enquanto o povo trabalha, paga seus impostos e luta todos os dias para conseguir colocar comida na mesa. Até quando vamos assistir a situações como essa? Onde vamos parar? Que Brasil é esse? O mínimo que a população merece é respeito, transparência e responsabilidade com o dinheiro público. É de indignar qualquer cidadão!

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Ricardo 06/11/2026

Paredão e bala na testa desses ladrãos dos cofres públicos

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