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06 de Novembro de 2026

06 de Novembro de 2026, 12h:15 - A | A

POLÍTICA / PUBLICAÇÕES NO INSTAGRAM

MPF investiga uso de influenciador e assessor parlamentar para promover candidatura de deputado em MT

O influencer, lotado no gabinete do parlamentar, teria feito publicações frequentes no Instagram em benefício da candidatura do deputado.

Reprodução

Kaliston dos Reis Paiva (à dir.) é assessor parlamentar lotado no gabinete de Valmir Moretto (à esq.)

Kaliston dos Reis Paiva (à dir.) é assessor parlamentar lotado no gabinete de Valmir Moretto (à esq.)

KARINE ARRUDA
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral em Mato Grosso, instaurou um procedimento para investigar supostas irregularidades na propaganda eleitoral do deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), durante as eleições de 2026. A apuração envolve publicações feitas no Instagram pelo influenciador Kaliston dos Reis Paiva, assessor parlamentar lotado no gabinete do deputado.

A medida consta em portaria publicada hoje (6), no Diário Oficial do Ministério Público Federal, e foi assinada pelo procurador regional eleitoral auxiliar Ricardo Pael Ardenghi.

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Segundo o documento, Kaliston teria utilizado o perfil @kalistonp para realizar publicações frequentes em benefício da candidatura de Moretto à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). As postagens teriam caráter de promoção eleitoral ostensiva, com menções ao nome do candidato e marcações de seu perfil na rede social.

O caso chegou ao Ministério Público por meio de uma Notícia de Irregularidade em Propaganda Eleitoral, encaminhada pela 55ª Zona Eleitoral de Cuiabá.

Na portaria, o procurador aponta que os fatos apresentam, em tese, indícios de propaganda eleitoral irregular e possível prática de conduta vedada a agentes públicos.

Diante disso, determinou a conversão da notícia de fato em Procedimento Preparatório Eleitoral (PPE), para aprofundar a investigação e reunir elementos que permitam identificar os responsáveis e avaliar a gravidade das possíveis irregularidades.

O MPF também deverá apurar se as publicações realizadas pelo assessor parlamentar configuraram uso irregular de sua condição de agente público em benefício da candidatura.

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