Reprodução

Pivetta defendeu que necessidades básicas da população venham antes dos gastos públicos com festas e shows.
DO REPÓRTERMT
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) rejeitou, nesta quinta-feira (5), o uso de dinheiro público para bancar shows e festas enquanto houver pacientes esperando atendimento médico em Mato Grosso. Ao ser questionado sobre emendas parlamentares para esses eventos, ele afirmou que já existe entendimento com os deputados e defendeu que as necessidades básicas da população sejam atendidas primeiro.
“Nós não vamos mais fazer festa enquanto tiver gente esperando atendimento médico”, afirmou.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Perguntado se os recursos para shows deixariam de ser liberados, Pivetta reforçou a posição. “Não, nós não vamos fazer. Há um entendimento já com os deputados”, declarou.
Para explicar a escolha, o governador comparou a administração do orçamento público às contas de uma família. Citou a compra de alimentos, a construção da casa ou o pagamento do aluguel, além das despesas com água e energia, como compromissos que precisam ser resolvidos antes de gastar com diversão.
No mesmo raciocínio, incluiu a saúde dos familiares, uma boa escola para os filhos e espaços para a prática esportiva. Segundo Pivetta, é preciso garantir essas condições antes de destinar dinheiro ao entretenimento.
O governador também afirmou que haverá recursos para infraestrutura esportiva e relacionou a atividade física ao cuidado com a população. “Esporte é remédio, é saúde”, destacou.
Ao falar sobre apresentações musicais, defendeu que quem quiser assistir aos shows pague pelo próprio ingresso. Na comparação feita pelo governador, esse gasto entra depois das despesas essenciais, quando sobra dinheiro no orçamento familiar.
“Cada um paga o seu e vai lá”, afirmou.
Pivetta também fez uma distinção entre bancar shows e incentivar a cultura. Ao ser questionado sobre possíveis prejuízos ao setor cultural, respondeu que o assunto deve receber outro tratamento. “Cultura é outra coisa”, disse
VÍDEO:












