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05 de Novembro de 2026

05 de Novembro de 2026, 16h:33 - A | A

POLÍTICA / RACHA NO PL

Cattani nega traição, rebate Faissal e diz que seguirá Max Russi na disputa pela Mesa Diretora

O deputado explicou que sua candidatura a primeiro-vice presidente já estava acordada há dois anos, sendo que agora Faissal articual a Primeira Secretaria e cobra apoio de Cattani.

Karine Arruda/RepórterMT

Cattani rebateu as críticas e disse que, na verdade, quem estaria trabalhando contra ele é o próprio Faissal.

Cattani rebateu as críticas e disse que, na verdade, quem estaria trabalhando contra ele é o próprio Faissal.

DO REPÓRTERMT



O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) negou que esteja traindo o próprio partido na disputa pela composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), para o biênio 2027/28. O parlamentar afirmou que, como é candidato a primeiro vice-presidente na chapa de reeleição do deputado Max Russi (Podemos), acompanhará o colega em qualquer composição que ele decidir formar.

As acusações de suposta infidelidade partidária foram feitas pelo colega de legenda, deputado Faissal Calil, que colocou o próprio nome à disposição para disputar o cargo de primeiro-secretário e chegou a incluir Cattani no grupo de apoio à sua candidatura. No entanto, foi surpreendido ao descobrir que o parlamentar pretende apoiar a reeleição do deputado Dr. João (MDB) para a função.

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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), Cattani rebateu as críticas e disse que, na verdade, quem estaria trabalhando contra ele é o próprio Faissal. De acordo com o parlamentar, houve um acordo político firmado há dois anos, durante a eleição da atual Mesa Diretora, quando ele foi eleito segundo vice-presidente, de que seria o candidato à primeira vice-presidência no próximo pleito.

O parlamentar também lembrou que a derrota eleitoral do atual primeiro vice-presidente, deputado Júlio Campos (União Brasil), retirou um possível impedimento para que seu nome fosse colocado na composição.

“Nós sabemos que nos cargos principais da Mesa Diretora não tem condição de ter dois deputados candidatos do mesmo partido. Então, meu nome já estava colocado como primeiro-vice do deputado Max. Por isso, onde ele for, eu estou junto com ele”, explicou.

Questionado sobre a intenção de disputar uma cadeira no Senado Federal em 2030, Cattani confirmou que pretende entrar na disputa, independentemente da legenda pela qual estiver filiado. Porém, fez questão de destacar que permanecerá no mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. “É quase certo que esse é meu último mandato como deputado estadual, porque pretendo disputar uma cadeira a nível federal nas próximas eleições”, finalizou.

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Faissal expõe racha no PL após Cattani apoiar Dr. João à Mesa Diretora e sugere que deputado saia do partido

ATAQUES DE FAISSAL

Na quarta-feira (4), durante coletiva de imprensa, Faissal expôs o racha político com o colega de partido após descobrir que Cattani pretende apoiar Dr. João (MDB) na disputa pela primeira-secretaria da Mesa Diretora.

Faissal disse que articulou um grupo de nove deputados estaduais que estariam fechados em torno de uma candidatura ao cargo e que chegou a receber os parlamentares diversas vezes em sua residência para discutir a composição política. Por isso, disse ter ficado surpreso ao descobrir a preferência de Cattani pelo nome do emedebista.

Na ocasião, o deputado também questionou a posição do colega diante dos embates políticos entre PL e MDB, tanto nas eleições municipais de 2024 quanto na disputa deste ano pelo Senado, quando o deputado federal José Medeiros (PL) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) estiveram em campos opostos, apesar de seus partidos integrarem uma aliança. “Agora, ele (Cattani) pende para apoiar uma pessoa do MDB. Eu não acho certo isso. Mas isso é uma decisão isolada dele”, declarou.

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