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05 de Novembro de 2026, 08h:08 - A | A

POLÍTICA / CONTENÇÃO DE GASTOS

Max Russi revela que fará cortes na Assembleia para "enxugar a máquina" em 2027

Max Russi defendeu que os cortes de gastos públicos são necessários para aumentar a sobra de caixa e ampliar os investimentos no Estado.

Karine Arruda/ Repórter MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), anuncia ajustes na estrutura do Parlamento.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), anuncia ajustes na estrutura do Parlamento.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), disse na quarta-feira (4) que a Casa passará por um processo de exoneração, com a realização de ajustes e cortes na estrutura da Casa de Leis para o próximo ano. A medida acompanhará as ações de redução de despesas feitas governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que nessa terça-feira (3) exonerou quatro secretários-adjuntos da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) em um pacote de 115 desligamentos de cargos comissionados e funções de confiança.

"A Assembleia também vai fazer alguns ajustes, alguns cortes. Eu acho que é importante o que o governo esta fazendo. Eu vou trabalhar também em ajustes, cortes, diminuição, naquilo que é possível a gente fazer", afirmou o presidente do Legislativo.

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Segundo Max Russi, o plano de reorganização e contenção de gastos será construído em diálogo direto com os novos deputados que foram eleitos neste pleito, que assume em fevereiro de 2027. O presidente da ALMT ressaltou que a contenção de despesas no serviço público é essencial para liberar orçamento voltado a obras e melhorias para a população. "Eu acho que tudo quanto é corte possível de ser feito dentro da máquina pública é importante, porque são mais recursos que sobram pra gente fazer investimentos", justificou.

Sobre as exonerações de cargos comissionados iniciadas no governo estadual, Russi considerou a iniciativa positiva, desde que as funções não voltem a ser preenchidas. "Algumas dessas exonerações, confesso, fico preocupado porque são funções estratégicas importantes, mas se fizessem esses cortes e realmente não nomearem ninguém no lugar, é excelente".

A reforma administrativa do Estado

Pivetta pretende economizar até R$ 1 bilhão por ano por meio de uma reforma administrativa que prevê cortes de despesas, redução da estrutura estatal e medidas para tornar a gestão pública mais eficiente.

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A elaboração do plano está sob a responsabilidade de um grupo de trabalho formado por 10 técnicos de carreira, com a participação da vice-governadora eleita, Gisela Simona (União). Para o chefe do Executivo estadual, a reestruturação é indispensável para adequar os gastos públicos à realidade financeira de Mato Grosso.

Conforme o Governo, a medida também se faz necessária diante da previsão de queda na arrecadação nos próximos anos. Diante do cenário, o governo defende a eliminação de desperdícios para preservar a capacidade de investimento em áreas prioritárias, como habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.

Karine Arruda/RepórterMT

Otaviano Pivetta

Pivetta pretende enxugar a máquina pública com o obetivo de economizar até R$ 1 bilhão ao ano.

O redesenho da administração estadual ganha urgência com a transição do sistema tributário brasileiro, que impactará diretamente duas das principais ferramentas econômicas de Mato Grosso: a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a concessão de incentivos fiscais voltados à atração de indústrias, a exemplo do Prodeic.

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Com a substituição gradual do ICMS pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o estado precisará se adaptar a um modelo de tributação. Estimativas avaliadas anteriormente pelo governo estadual apontam que as perdas de arrecadação decorrentes da transição tributária podem alcançar patamares expressivos, exigindo que o Estado encontre alternativas para continuar atraindo investimentos, especialmente no setor de agroindústria e processamento de grãos e carnes.

Nesse cenário, o foco deverá migrar dos incentivos fiscais para a injeção pesada de recursos em infraestrutura, logística de transporte e ampliação de uma rede energética de qualidade em todas as regiões mato-grossenses.

 Veja o vídeo:

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